terça-feira, 17 de outubro de 2017

UFPE realiza a V Semana do Meio Ambiente a partir desta segunda

Com o tema "Antropoceno: repensar é ser humano", a intenção é sensibilizar a sociedade sobre como melhor aproveitar os recursos naturais

Caatinga/ Foto: Maurício Ferry/arquivo

Explorar o relacionamento do homem com meio ambiente e reforçar seu papel, como único animal racional, na preservação da natureza é o foco da quinta edição da Semana do Meio Ambiente, que começa esta segunda-feira (16) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

Com o tema "Antropoceno: repensar é ser humano", o evento tem como intenção, mais do que mostrar os impactos causados no Planeta pela ação humana, sensibilizar a sociedade sobre como melhor aproveitar os recursos naturais sem perder a pegada sustentável, uma vez que são finitos e próximas gerações estão por vir. O evento, que segue até a próxima sexta-feira (20), será realizado por pesquisadores do Centro de Biociências da instituição.

De acordo com o coordenador da iniciativa, o professor Bruno Severo Gomes, o despertar para a importância da conservação ambiental virá a partir de oficinas, palestras, mesas redondas e minicursos que mostrarão, a partir de diversos temas,o ser humano como parte integrante do meio ambiente, pesquisas científicas na área e opiniões de especialistas sobre as modificações que o ser humano estão provocando no ambiente. "Todos têm o seu papel no cuidado com o meio ambiente, isso é fato. Mas, nesta edição, queremos mostrar também que é preciso sensibilizar e modificar a nossa relação com o outro e com a natureza e ver o ser humano como um agente na conservação do meio ambiente. É preciso humanizar as relações", reforça. 

Durante os cinco dias do evento, os estudiosos abordarão os mais variados temas. Entre eles, a ecologia dos crodilianos, grupo de répteis de grande porte que reúne crocodilos, jacarés e gaviais. A história natural do grupo, comportamento, anatomia, principais características e a sua função na natureza, bem como o conhecimento prático sobre o funcionamento das pesquisas com esses animais serão explanados ao público. 

Além disso, a caatinga como bioma potencializador na produção de produtos farmacológicos e cosméticos a partir de técnicas de extração de óleos essenciais também é um dos destaques. 

O impacto em recifes de coral e sobre como o pisoteio irregular interfere no ambiente marinho serão abordados junto aos interessados na área ambiental. "E essa consciência só poderá ser desenvolvida a partir da educação ambiental, ao mostrarmos nossas pesquisas. Colocar a ciência como transformadora desse 'repensar' porque é conhecendo que se defende o meio ambiente", acredita Gomes.


Via Folha PE
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