sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Mianmar faz ato inter-religioso para tentar romper imagem de intolerância

De acordo com as lideranças do país, cerimônia é uma tentativa de mostrar ao mundo que todas as religiões convivem pacificamente em Mianmar. Membros de minoria muçulmana rohingyas alegam perseguição e mais de 520 mil fugiram para a vizinha Bangladesh.

Menina muçulmana reza durante cerimônia inter-religiosa em Yangon (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

Milhares de birmaneses participaram nesta terça-feira de uma grande manifestação "inter-religiosa" co-organizada pelo partido no poder, preocupado em se desvincular da imagem de Mianmar budista intolerante, responsabilizado pela crise dos muçulmanos apátridas rohingyas.

"Esta cerimônia deve mostrar ao mundo que todas as religiões em nosso país convivem de maneira pacífica", explicou à France Presse Win Maung, eleito pela Liga Nacional para a Democracia (NLD), do partido da dirigente Aung San Suu Kyi.

Segundo os organizadores, o encontro reuniu 40 mil pessoas, que quase encheram um grande estádio de futebol da capital econômica do país, Rangun.

Esta é a primeira manifestação inter-religiosa organizada em Mianmar desde o começo do êxodo dos rohingyas para Bangladesh para fugir da violência.

Plateia de culto inter-religioso em Mianmar segura fotos da líder birmanesa Aung San Suu Kyi (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

Mais de meio milhão de rohingyas chegaram desde o final de agosto a Bangladesh para fugir do que a ONU qualificou como uma limpeza étnica.

A crise dos rohingyas "não tem sua origem na religião, mas se transforma em uma questão desse tipo devido ao assassinato de membros das comunidades étnicas", disse à AFP Eainda Wun Tha, um monge budista.

Cerca de 520 mil muçulmanos rohingyas chegaram desde o final de agosto a Bangladesh. O êxodo registrou uma desaceleração, mas foi retomado nesta semana com milhares de novas chegadas.


Via G1
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