sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Faixa contra racismo causa polêmica em jogo de beisebol nos EUA

Torcedores do Boston Red Sox apresentou mensagem "Racismo é tão americano quanto beisebol" durante partida e foram retirados do estádio

Os envolvidos disseram se sentir ligados aos ativistas do "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam, em inglês) (Winslow Townson/USA TODAY Sports/Reuters)

Um grupo de quatro torcedores do Boston Red Sox, equipe da MLB (liga de beisebol dos Estados Unidos), foi retirado do estádio durante a partida desta quarta-feira, contra o Oakland Athletics, após estenderem uma faixa contra o racismo na arquibancada do Fenway Park, em Boston.

A mensagem dizia “Racism is as american as baseball” (racismo é tão americano quanto beisebol), e foi exposta ao final da quarta entrada por cerca de dois minutos. Logo em seguida, a segurança do estádio removeu o grupo, composto de dois homens e duas mulheres. De acordo com o jornal The Boston Globe, os envolvidos disseram aos guardas que se sentiam ligados ao movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam, em tradução livre).

O presidente do Red Sox, Sam Kennedy, explicou que os manifestantes tiveram de ser retirados do Fenway Park uma vez que a política do clube não permite que faixas sejam expostas em seu estádio. O defensor externo Mookie Betts, um dos principais jogadores da equipe na temporada, afirmou que “o local não permite manifestações do tipo, mas que estas devem ser feitas em outro momento”.

Este não é o primeiro protesto contra o racismo envolvendo o Red Sox e a cidade de Boston. Há cerca de um mês, o próprio presidente da equipe americana afirmou que deseja renomear a rua que circunda o Fenway Park, Yawkey Way, por usar o sobrenome de um antigo dirigente, Thomas Yawkey, que atrasou a integração de afro-americanos no clube – o Red Sox foi o último dos grandes times de beisebol a incluir negros e latinos em seu elenco, tendo feito apenas em 1959.


Via Portal Veja
Postar um comentário

AS MAIS ACESSADAS

Da onde estão acessando a Maria Preta