segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Afinal, o que há no olho do furacão?

Ao contrário do que se pensa, zona central de tempestades é de calmaria, mas erro em interpretá-la é perigoso, advertem especialistas.

'Miolo' de um furacão apresenta condições climáticas bem mais brandas que o restante da tempestade, ao contrário do provérbio (Foto: NASA)

A expressão "estar no olho do furacão" é usada para descrever uma situação problemática.

Mas, ironicamente, em termos científicos é justamente o contrário: o olho de um furacão, a parte central do fenômeno que traz ventos de centenas de quilômetros por hora e enormes volumes de chuva, é uma área de calmaria, ainda que enganosa.

Seus são ventos relativamente mais fracos e tempo, mais brando - em alguns casos, é possível até ver o céu azul ou estrelado.

A região é formada quando existe um fluxo de ar de cima para baixo, o que faz com que as nuvens se dissipem, criando uma espécie de oásis. Segundo cientistas, o olho pode ocupar uma área entre 30 km e 60 km de diâmetro.

Alerta

Entretanto, o período de calmaria dura pouco tempo. Pode durar horas ou mesmo minutos. E é enganoso: pode dar a impressão de que o pior da tempestade já passou e fazer com que pessoas saiam dos abrigos.

"O olho do furacão, nesse sentido, é a parte mais perigosa. Pode dar às pessoas uma falsa sensação de segurança porque os ventos diminuem e tudo se aquieta. Mas os ventos vão recomeçar na medida em que o furacão passar", explica o meteorologista australiano Adam Morgan.

Sendo assim, em países assolados por furacões as autoridades enfatizam para a população a necessidade de só deixar o abrigo quando orientada, justamente para evitar enganos.

Sobre o oceano, no entanto, o olho é possivelmente a parte mais perigosa: no seu interior, ondas de todas as direções batem umas nas outras, criando "paredes" de água tão altas quanto 40 metros.


Via G1
Postar um comentário

AS MAIS ACESSADAS

Da onde estão acessando a Maria Preta