terça-feira, 29 de agosto de 2017

Torcedora do Bahia relata racismo na web

Torcedoras do Bahia e do Grêmio nas fotos que circularam no WhatsApp (Foto-montagem: Reprodução)

Duas fotos, uma de um grupo de torcedoras gremistas na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, e outra com duas torcedoras do Bahia na Fonte Nova, circularam nos grupos de WhatsApp na semana passada acompanhadas da mensagem “Ainda tem gente que acha que time é tudo igual”. Na imagem, as tricolores são Edna Matos, diretora do IFBA, e sua filha Dandara. 

Edna tomou conhecimento do fato e se manifestou domingo (27), através das redes sociais. “Está circulando nas redes sociais uma montagem feita de uma foto minha com outra que tem algumas jovens brancas vestidas com a camisa do Grêmio, que não reproduzo aqui porque não dou Ibope para o preconceito. A legenda que acompanha a montagem é a que dá título a essa postagem e sugere que apenas as gremistas são bonitas. Poderia fazer um textão sobre o racismo brasileiro e suas mazelas, mas prefiro falar da imagem abaixo e do que ela representa. (...) Nela, estamos eu e minha filha, em um dos nossos muitos momentos de felicidade. Somos NEGRAS, MULHERES e BELAS (nesta ordem de importância). Poderosas! Donas da porra toda, como se diz aqui na Bahia, inclusive do estádio que naquela hora era só nosso”, escreveu Edna. 

“Sim, realmente, os times e suas torcidas não são iguais. Têm umas que se notabilizam pelas frequentes atitudes racistas, violentas e babacas de alguns dos seus membros e outras que se destacam pelo amor, pela paixão, pelo respeito que sentem por seus clubes e pelas pessoas. É de uma dessas que temos orgulho de fazer parte, pois ela carrega consigo a beleza das cores tanto do seu manto quanto da pele de seus torcedores”, completou.

Dois dias antes de Edna se manifestar, a Prefeitura de Salvador havia entrado na discussão. “Racismo não é engraçado, é crime. Denuncie”, postou a administração municipal em sua página no Facebook, lembrando que compartilhar mensagem racista também é crime e colocando à disposição da população o telefone do Observatório da Discriminação Racial: (71) 3202-2700. O autor da piada é desconhecido.


Via Correio 24 Horas
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