sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Oi Futuro lança iniciativa para apoiar soluções sociais inovadoras e de impacto


O Oi Futuro dá um novo passo em sua atuação na área de investimento social privado e passa a contar com o Labora, Laboratório de Inovação Social, para buscar soluções inovadoras e de impacto para as cidades e a gestão cultural.

A proposta é que o Labora seja um ambiente de conexão, aprendizagem e criação para organizações e empreendedores comprometidos com a transformação de impacto. O Labora oferece programas de incubação e aceleração para projetos e negócios sociais em diferentes fases de maturação e perfil empreendedor.

Flavia Vianna, coordenadora de Inovação Social do Oi Futuro, conta que esta nova iniciativa nasce a partir de um intenso processo interno de avaliação dos aprendizados adquiridos com o Programa Oi Novos Brasis – desenvolvido há 13 anos pelo Instituto – e as novas discussões que surgiram no âmbito do GIFE e da Força Tarefa de Finanças Sociais.

O Oi Futuro faz parte do FIIMP (Fundações e Institutos de Impacto), grupo que reúne 22 fundações e institutos para aprender de forma conjunta sobre como realizar investimentos em negócios de impacto. Além dos momentos de formação, cada organização aportou 10 mil dólares para investir no campo, a partir de três instrumentos – dívida conversível, garantia e empréstimo.

“Começamos a nos questionar como podíamos ampliar esse nosso olhar de inovação social para além das organizações, e aí nos aproximamos da discussão sobre negócios de impacto. Percebemos que existe um desafio muito grande para tratar as desigualdades das cidades e seria importante, portanto, trazer outros atores para pensar nessa atuação mais ampla e que, juntos, pudessem buscar as soluções para a transformação social que precisamos no país”, destaca Flavia.

Tendo esta perspectiva em vista, o Labora passa a desenvolver neste ano uma série de iniciativas. Uma delas é 1º Programa de Incubação e Aceleração de organizações sociais e negócios sociais do Labora em parceria com o Instituto Ekloos e a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.

A proposta é apoiar organizações da sociedade civil, grupos culturais ou coletivos, formalizados ou não, que desenvolvam projetos sociais na área da cultura e precisem de apoio nas áreas de gestão estratégica e inovação para a execução de suas iniciativas.

Serão incubados até 15 projetos sociais e acelerados outros cinco negócios sociais, apoiando o desenvolvimento e a inovação do mercado cultural fluminense.

Os selecionados receberão capacitações e mentorias de profissionais durante o período de 10 meses. As inscrições, inclusive, estão abertas e podem ser feitas até o dia 14 de agosto (clique aqui para participar). Os nomes selecionados serão divulgados até setembro.

Segundo Flavia, a proposta do programa é aproveitar toda a expertise da Oi Futuro e da Oi no campo cultural – a empresa é a principal patrocinadora de iniciativas nesta área no Rio de Janeiro -, assim como os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos de acompanhamento das organizações.

“Mais do que o fomento, a proposta é oferecer esse apoio na área de gestão para o fortalecimento institucional das iniciativas, a fim de que desenvolvam um olhar estratégico e possam ampliar ainda mais o seu impacto no campo da arte e da cultura”, ressalta a coordenadora.
Negócios de impacto

Outra iniciativa já em andamento no Labora é o 1º Programa de Aceleração de Negócios Sociais, que conta com execução técnica da Yunus Negócios Sociais. Nesta primeira edição, foram selecionados cinco negócios de impacto que utilizam a tecnologia como meio ou produto para promover a transformação social. São eles: 818 Energia Solar (Rio de Janeiro), Diáspora Black (Rio de Janeiro), Spindow (São Paulo), Malalai Tecnologia de Segurança (Belo Horizonte) e Recicletool (Recife).

Durante o processo de aceleração, com duração de três meses, os negócios participam de encontros presenciais além de mentorias semanais. A primeira atividade foi realizada em julho e o próximo encontro está marcado para os dias 18 a 20 de agosto.

Todos os negócios selecionados têm protótipo desenvolvido que visem à melhoria da condição de vida das pessoas nas cidades. A proposta é que, em setembro, os empreendedores apresentem suas iniciativas para uma comissão.
Aprendizados

Flavia Vianna destaca que este tem sido um momento muito rico de aprendizados e trocas entre as organizações, especialistas e negócios, visando encontrar soluções de forma colaborativa. Em sua avaliação, trata-se de um movimento que veio para ficar, a fim de ampliar ainda mais a atuação do investimento social privado.

“Estamos conhecendo esse novo campo de atuação e, agora, talvez nomeando algo que já vários projetos apoiados pelo Novo Brasis faziam e que não chamávamos de negócios de impacto. A ideia é entender o setor e estruturar de forma a impulsionar corretamente cada iniciativa. Vemos um grande potencial”, aponta.


Via Portal Gife
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