sexta-feira, 7 de julho de 2017

Samarco prorroga layoff de cerca de 800 funcionários

Suspensão temporária dos contratos de trabalho começou em junho e iria até agosto. Agora, com prorrogação, layoff vai até o fim de outubro.

Diques foram contruídos em meio à paisagem de destruição de Bento Rodrigues (Foto: Raquel Freitas/G1)

A mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, informou nesta quinta-feira (6) que prorrogou o layoff de cerca de 800 funcionários até o fim de outubro. Inicialmente, a suspensão dos contratos de trabalho, que começou em junho, duraria dois meses.

A medida vale para as unidades de Germano, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e em Ubu, em Anchieta, no Espírito Santo.

A Samarco não opera desde novembro de 2015, após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que provocou a morte de 19 pessoas, destruiu distritos e devastou todo o leito do Rio Doce, até o oceano Atlântico.

Os empregados que tiverem seus contratos de trabalho suspensos recebem uma bolsa do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) de cerca de R$ 1,6 mil e cursos de qualificação. A mineradora informou que complementa o valor da bolsa para manter o rendimento líquido dos empregados e mantém todos os benefícios, como o plano de saúde e vale-alimentação.

Atualmente, a empresa tem 1,8 mil funcionários. Este é o terceiro período de layoff após o rompimento de Fundão. Por causa do desastre, a empresa já havia concedido um período de licença remunerada e férias coletivas em 2015.

A suspensão dos contratos foi votada em assembleia, com aprovação de mais de 90% dos participantes, de acordo com o sindicato Metabase de Mariana, que representa os trabalhadores da Samarco na cidade. "É o mal menor. Entre demissão e layoff, preferimos a suspensão dos contratos. Aguardamos a liberação das licenças para que a empresa possa voltar a operar. A nossa posição é de preservar o trabalho, desde que haja 100% de atenção à saúde e à segurança", disse o diretor Ronilton de Castro na época do início do terceiro layoff.

Processo de licenciamento

A Samarco precisa de duas licenças para retomar as atividades. A primeira se refere ao Sistema de Disposição de Rejeitos da Cava Alegria Sul, que permitiria o retorno das operações com 60% da capacidade produtiva. De acordo com a Samarco, o processo aguarda deliberação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).


Via O Globo
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