sábado, 11 de fevereiro de 2017

O rapper que une orgulho negro e gay nas suas letras


A música é um espaço ideal para expor modos de ver o mundo, e o rap vem se consolidando como canal para quem tem muito a dizer. É o caso de Jefferson Ricardo da Silva, mais conhecido como Rico Dalasam. Gay e negro, ele transforma em arte o que viveu.

Seu primeiro palco foi a rua em frente ao Shopping Santa Cruz, em São Paulo, onde há anos acontecem conhecidas batalhas de rimadores (nomes como Emicida, Rashid e Projota também passaram por lá). Foi ali que Rico, adolescente, percebeu que tinha outro talento em que poderia investir.


Outro porque, desde os 13 anos, ele já ganhava seu dinheiro como cabeleireiro, fazendo penteados e tranças. A carreira musical foi crescendo aos poucos: Rico cursou a faculdade de Audiovisual e trabalhou como produtor de moda antes de focar no rap. Não é por acaso que ele combina figurino estiloso e clipes caprichados.


As músicas do EP Modo Diverso, lançado em 2015, fizeram sucesso, e no ano seguinte saiu o primeiro álbum, Orgunga. O título vem de “Orgulho negro e gay”, sempre presente na atitude de Dalasam – nome artístico criado a partir da frase “Disponho Armas Libertárias a Sonhos Antes Mutilados”.


Versando sobre o posicionamento do gay na sociedade, preconceitos e auto aceitação sem abrir mão de referências pop divertidas e de sonoridade animada, o artista conclui: “Não adianta, protesto gay é fervo”. As letras de Orgunga são acompanhadas por batidas inovadoras, com timbres indianos e árabes, flautas e percussão brasileira.



Do Hypeness
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