terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Mestre dos Atabaques – Ao Saudoso Mestre Erenilton da Casa de Oxumaré


Quando criança avistava o som dos atabaques

E aquele som me encantava

Murmurava um amor, uma esperança dentro de mim

De que algum dia aprenderia a tocar

E assim dito certo, fui escolhido para ser

E para ser o professor de atabaque

Sou filho dos olhos de oxumaré

Sou braço direito de meu pai ogum

Observo o som dos atabaques

A força dos orixás em minha vida

Sou grato por está onde estou

Sou grato por ser esplendido

Sou luz, mas também sou flor

Sou a raiz dos orixás

E eles tocam o meu coração

Me nomearam ''a voz que chamam os deuses''

Mas porque será?

Sou grato aos orixás

Isso eu tenho plena certeza

Canto, canto e recanto

Não me canso de cantar e nem de falar

Nasci para ser o baluarte

O exemplo de minha mãe

A mais pura luz da casa de oxumaré

E deixo aqui o dom aos meus filhos

Para que um dia eles possam desfrutar

Do que realmente ensinei

Aos meus queridos filhos (as)

Longe do ayé

Mas perto de todos no orun

Somos ancestrais

E vivo espiritualmente para vocês

Entre a alegria e a dor

Enfim, sou mistério e amor

ELDER PEREIRA RIBEIRO Pesquisador das Relações de Gênero e Raciais, Área de Concentração: História, Religião e Ancestralidades: Educação nos Terreiros de Candomblé, Cultura e Sexualidade no Contexto Religioso, Ativista e Militante Social, Membro Religioso da FENACAB (Federação Nacional de Culto Afro Brasileiro).


Por Elder Omo Oyá e Omolu, enviado para o Portal Geledés 
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