sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Startup quer usar calhaus para dar visibilidade a ONGs

Calhau Social aproveita inventário para veicular campanhas sociais


(Crédito: Reprodução)

Uma das grandes preocupações das ONGs do Brasil é conseguir espaço para divulgar suas causas. Enquanto isso, um dos problemas de grande partes dos publishers online é conseguir comercializar seu inventário de mídia e não precisar recorrer a anúncios próprios (os chamados calhaus) para preencher espaços que não foram ocupados por anunciantes.

Desde o ano passado, a startup Calhau Social tenta solucionar esses dois problemas de forma a obter resultados positivos para todos os envolvidos. Estruturada pelas sócias Sheila Piestun e Marcia Klepacz, a ideia nasceu dentro do Projeto Visionários, uma espécie de competições de startups cujas propostas contribuam para o desenvolvimento social. “Conversamos com diversas ONGs e percebemos que o problema da maioria é a falta de recursos e de estratégias para a divulgação de suas causas. Muitas acabam utilizando toda a verba disponível para sua própria atuação, sem sobrar espaço para a publicidade”, conta Sheila, CEO do Calhau Social.

A ideia de criar uma plataforma que distribuísse as campanhas publicitárias de ONGs para o inventário de mídia de publishers acabou se tornando realidade e, três meses depois da elaboração do projeto, a plataforma já conta com mais de 90 ONGs cadastradas e tem, entre os parceiros de mídia, portais como Valor Econômico, webmotors e Save Me.

Boa parte do trabalho das duas sócias – e também de Thiago Silvestre, que entrou na sociedade com a dupla para estruturar a área de tecnologia – consiste em convencer os portais das vantagens de doar, gratuitamente, espaços de publicidade que não foram comercializados. “Ainda há uma resistência porque todo publisher quer negociar todo seu inventário, mas sabemos que sempre há sobras de espaços que poderiam ser aproveitadas para divulgar causas importantes para todos”, destaca Sheila.

Como argumento para os veículos, a sócia aponta que a conexão de portais com causas que tem a ver com sua filosofia acabam resultado na construção de uma imagem positiva. “Os parceiros e a audiência daquele veículo, ao verem que ele abre espaço para iniciativas de educação, cultura e projetos sociais, por exemplo, notarão que há existe uma consciência social grande, o que é benéfico para qualquer marca”, avalia.

Para garantir a autenticidade das causas apoiadas, o Calhau Social faz uma triagem das ONGs inscritas, validando sua atuação. “Nosso objetivo é, sobretudo, abrir espaço para as ONGs pequenas, que não tem recursos para investir na mídia. Apoiamos, inclusive, na própria criação das campanhas quando necessário”, conta.

Modelo de negócio
No entanto, não é somente com a boa vontade dos publishers que o Calhau Social pretende sustentar o negócio. A startup também faz um trabalho de prospecção com marcas e empresas de variados segmentos que queiram se engajar em causas sociais. Nesses casos, a plataforma faz com que a empresa “compre” um espaço publicitário no inventário desses publishers, custeando, assim, a exposição das ONGs. “Nessa modalidade, o veículo não deixa de ganhar e a marca patrocinadora tem a oportunidade de fazer um trabalho social”, explica. Segundo Sheila, é dessas negociações publicitárias que a startup obtém seu faturamento.

Para este ano, a meta da Calhau Social é ampliar a base de publishers parceiros e de ONGs cadastradas. “Queremos promover o conceito do marketing do bem e, com isso, fazer a plataforma crescer de maneira orgânica”, projeta.


Via Meio & Mensagem
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