quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Energia solar pode ser mais barata que carvão até 2025

Em 2016, países como Chile e Emirados Árabes bateram recordes com acordos para gerar eletricidade a partir da luz solar por menos de US$ 0,03 por kW/h



Energia solar: desde 2009 os preços da energia solar mostram queda de 62%, com todos os segmentos da cadeia de suprimentos reduzindo os custos (Shutterstock)

Londres/Nova York – A energia solar agora é mais barata do que a do carvão em algumas partes do mundo. Em menos de uma década ela deve se tornar a opção de menor custo em quase todos os lugares.

Em 2016, países como Chile e Emirados Árabes Unidos bateram recordes com acordos para gerar eletricidade a partir da luz solar por menos de US$ 0,03 por quilowatt-hora, metade do custo médio global da energia a carvão.

Agora, Arábia Saudita, Jordânia e México estão planejando leilões e licitações para este ano com o objetivo de reduzir ainda mais os preços.

Quem está aproveitado a oportunidade: empresas como a italiana Enel e a irlandesa Mainstream Renewable Power, que ganharam experiência na Europa e agora buscam novos mercados no exterior devido aos menores subsídios em seus países de origem.

Desde 2009 os preços da energia solar mostram queda de 62 por cento, com todos os segmentos da cadeia de suprimentos reduzindo os custos.

Esse fator ajudou a diminuir o risco de empréstimos bancários e elevou a capacidade fabril para níveis recordes.

Até 2025 a energia solar pode se tornar mais barata do que o uso de carvão na média global, segundo o Bloomberg New Energy Finance.

“Estes são os números que mudam o jogo”, disse Adnan Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, um grupo intergovernamental com sede em Abu Dhabi.

“Todas as vezes que se dobra a capacidade, o preço se reduz em 20 por cento.”

A melhora da tecnologia tem sido essencial para impulsionar o setor, como o uso de serras diamantadas que cortam melhor as placas solares ou células melhores que fornecem mais brilho com a mesma quantidade de sol.

Os avanços também têm sido impulsionados por economias de escala e experiência no setor de manufatura, já que o “boom” da energia solar começou há uma década, dando à indústria uma crescente vantagem em relação aos combustíveis fósseis.

A cadeia de suprimentos está passando por um “efeito Wal-Mart”, com maiores volumes e menores margens, segundo Sami Khoreibi, fundador e presidente da Enviromena Power Systems, desenvolvedora com sede em Abu Dhabi.

A velocidade de queda dos preços da energia solar abaixo dos preços da do carvão varia de acordo com o país.

Mercados que importam carvão ou aqueles que pagam taxas de acordo com os níveis de emissões de carbono passarão por uma mudança em 2020 ou mesmo antes.

Países com grandes reservas de carvão como Índia e China provavelmente demorem um pouco mais.

A China, maior mercado de energia solar, verá os custos caindo abaixo do preço do carvão até 2030, segundo a New Energy Finance.

O país ultrapassou a Alemanha como a nação com maior capacidade de energia solar instalada, reflexo das medidas do governo para aumentar o uso desse tipo de energia e reduzir as emissões de carbono, ao mesmo tempo em que aumenta o consumo doméstico de energia limpa.

Mesmo assim, as restrições ainda são um problema, particularmente em áreas mais ensolaradas do país, já que o congestionamento das redes força algumas usinas a suspenderem as operações.


Via Exame.com
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