quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Carolina Migoya - Direto do Face



Acho muito conveniente esse desabamento acontecer em meio às discussões entre o governo e o trade turístico sobre a mudança de local do Centro de Convenções da Bahia do Stiep (bairro mais central e onde se encontra a maior parte da rede hoteleira da cidade) para o Comércio (distante e com trânsito caótico no dia a dia), desde o ano passado, e que agora embasa o pedido de demolição do mesmo. O trade turístico, que mais sofre com o centro de convenções fechado, perdendo inúmeros eventos que poderiam ser sediados em Salvador com o mesmo impacto em geração de renda que um dia de Carnaval, desde o início das conversas, foi contra a mudança, defendida pelo governo, justamente pelo custo, prazo de construção e pela localização desfavorável. E nem estou adotando a teoria da conspiração (muito provável, diga-se, relembrando meu tempo como repórter do setor) de que a região há muito interessa à especulação imobiliária. Pergunto aos especialistas que possam haver em meus contatos, precisa mesmo demolir toda uma estrutura por conta da área que desabou? São toneladas de concreto, ferro, que irão se tornar toneladas de entulho, lixo. Fora o investimento altíssimo em um novo centro, completamente desnecessário se houvesse uma administração decente e interessada em dar a devida manutenção ao equipamento, evitando esse estupro no bolso do contribuinte (que já desembolsou R$ 15 milhões em uma reforma que estava em andamento ). Teremos denúncias de superfaturamento de obras? Atrasos na entrega? A Bahia caindo ainda mais a posição no ranking (já fomos a 3ª) no segmento de turismo de eventos e negócios? Francamente, a Bahia sofre demais com seus governantes. Pior é ver o jogo de empurra empurra de gestão X responsabilidade e saber que o problema fica para a próxima administração e que até lá nem o povo saberá votar e nem haverá nada de novo no elenco de candidatos. Triste Bahia.
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