sábado, 31 de dezembro de 2016

Aninha Franco em Trilhas: e la nave va, Correio da Bahia, 31 Dezembro de 2016


​Na trilha de encerramento de 2015, escrevi que o ano foi uma desgraça enfiada numa vara. Escrevi uma trilha lamentando a perda da gentileza nas redes e nas ruas, nos palácios e nos barracos.


Uma trilha perplexa com o espetáculo de policiais revistando crianças com braços pra cima e pernas abertas como se a criminalidade aos dez anos fosse normal. Uma trilha indignada com a seca do Velho Chico e a lama do Rio Doce. Uma trilha enojada com o poder e a articulação da mentira como política pública no País, valendo-se do marketing para governar. E encerro 2016 percebendo um Brasil devastado, mas sem o Poder e a Articulação da mentira de 2015.

Reparem: em 31 de dezembro de 2015, o ex-governador do Rio de Janeiro, o escroque Sérgio Cabral, estava se preparando para desfrutar do réveillon. Em Paris? Em Londres? Em Marte? Numa loja da H.Stern? Quem sabe? Ele se confessava tranqüilo com o inquérito instaurado pela Lava Jato contra ele. - Bobagens! No início de 2016, foi a estrela no lançamento de Pedro Paulo à prefeitura do RJ. Hoje, Cabral e sua esposa participarão do réveillon na prisão de Bangu. Como presos. Uma diferença significativa.

No último dia do ano de 2015, Eduardo Cunha, o vigarista, era presidente da Câmara dos Deputados, o segundo na linha sucessória da presidência. Hoje, Cunha é hóspede de Curitiba. Preso. Em 2015, Dilma Rousseff era a Presidenta e estava de férias, em Inema, visitada por Jaques Wagner. Hoje, Dilma Rousseff pode estar em Porto Alegre ou no Rio de Janeiro, não nos interessa, o que faz de 2016 um ano melhor porque ela preside apenas o conselho da fundação Perseu Abramo. Se fizer pronunciamentos sobre sua nova gestão, gargalharemos sem preocupações com o Estado.

Renan Calheiros está preparando seu ser corrupto para o réveillon, como em 2015, porque ainda não está preso, mas há uma diferença. Ele sabe que a Lava Jato avança como um tsunami contra ele. E a sua inquietação de espírito faz de 2016 um ano melhor, um ano em que Lula, o tarefeiro dos corruptos, que em 2015 ainda não tinha processo algum instaurado contra ele, agora tem seis. Lula atravessou a lama do Mensalão à nado borboleta, negando e desconhecendo tudo como desconhece a gramática brasileira, sem nenhuma relação com a prisão e condenação de José Dirceu, ou de Bumlai, líder de seu time e amigo de tríplex e sítio. Lula encerra 2016 como réu de seis inquéritos, todos por corrupção, o que é nada diante do estelionato que ele praticou contra a Sociedade Brasileira, mas que é um bom prelúdio para 2017.

Em 2016, percebeu-se melhor a devastação que o lulopetismo praticou contra o Brasil. Além de massacrar seu Pensamento e sua dignidade, estagnou sua criatividade. A gestão lulopetista, toda ela, é a gestão da ausência de planejamento e de projetos, da corrupção deslavada, do aparelhamento do Estado e da porralouquice geral que faliu o País, deixou milhares de brasileiros desempregados nesta noite de réveillon, e milhares de brasileiros nostálgicos com o tempo de suas vidas perdido com essa gente. Mas se 2016 fez mais contra isso que 2015, esperemos um 2017 de conquistas maiores e retomada de caminhos.


Via  Correio da Bahia
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