quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mulher que 'bombou' na internet com laje para bronzeamento vai lançar biquíni e óleo para o verão

Assunto recorrente nos últimos dias em canais de TV, jornais e revistas, Erika Romero - ou apenas Erika Bronze - continua torcendo pelo Sol toda vez que abre os olhos, às 5h. Como no Rio de Janeiro esse não é um desejo difícil de ser realizado no verão, a laje onde empresária oferece o serviço de bronzeamento deve lotar diariamente pelo menos até o Carnaval. A ideia de tostar o corpo das mulheres, com direito a serviço de molhar bumbuns e marquinha aos moldes da cliente, deve bater recorde nos próximos meses e faturar mais de R$ 100 mil.


No Realengo, laje Erika Bronze faz sucesso

O faturamento da "empresária do verão", como Erika mesma se classifica, é calculado por estação do ano. Se nos piores meses para negócio (junho, julho e agosto), ela faturou R$ 55 mil, com lucro de R$ 15 mil, para os meses ensolarados entre setembro e fevereiro, a expectativa é mais que dobrar os ganhos. "Hoje, só consigo atender com horário marcado e só tenho vaga pra daqui a uma semana", diz a empreendedora que só aproveita o Sol entre 6h e 10h, por segurança.

A paixão de Erika por bronzeamento é antigo. Quando morava em uma comunidade de Bangu, na zona oeste do Rio, já trabalhava como esteticista e "bronzeadora" no próprio salão, onde aplicava técnicas mais artificiais. Inspirada pelas mulheres que, como ela, nem sempre podiam ir às praias cariocas pegar uma cor, resolveu focar no ramo do bronzeado. Na laje da casa onde passou a morar, em Realengo, investiu R$ 7 mil há três anos, para receber as clientes. Hoje, as mulheres - e também o público LGBT - chegam atravessarou o Rio ou vir de outros estados experimentar a técnica da loira. "Algumas podiam ir pra praia, mas aqui se sentem mais à vontade com o próprio corpo", destaca.

Erika lançou um jeito próprio de oferecer o serviço. O valor cobrado é R$ 70 o pacote completo, que inclui 1 hora de bronzeamento de cada lado do corpo. A empresária coloca na pele das clientes a fita isolante de acordo com o gosto de cada uma - a marquinha pode ser mais grossa ou mais fina, nos modelos asa-delta, fio dental e o retrô ripple. "A fita é colocada sobre um papel para não machucar as partes íntimas das clientes", explica, citando clientes famosas como Tati Quebra Barraco, Mulher Melancia e Jade Bolt. Por dia, são usados cerca de 50 rolos de fita isolante.


Empresária usa fita isolante para 'marca perfeita'

Hoje com quatro funcionários - incluindo um que passa com um regador refrescando os corpos alheios -, a laje em Realengo não dá mais conta da demanda. Ainda assim, a ideia de Erika, por enquanto, não é aumentar espaço, mas arriscar em novos ramos. Até o fim do ano, a empresária deve lançar uma marca de biquínis (em que investiu R$ 18 mil) que reproduzem o desenho do bronze feito por ela e ainda um óleo bronzeador de receita secreta própria, que está em fase de aprovação na Anvisa (investimento de R$ 30 mil).

"Na minha laje eu tenho a segurança de ter clientes fiéis, até em dias nublados. Então, esse dinheiro vou sempre ter. Agora é hora de dar outros passos, e a minha expectativa é conseguir recuperar o que investi nesses dois negócios rapidamente", disse Erika, que sustenta a família de três filhos e marido. Inspiradas em Erika, outras empresárias já oferecem o serviço em outras comunidades do Rio, mas não assustam a pioneira. "Aqui nessa cidade tem sol e mulher querendo se bronzear pra todo mundo", comentou a carioca.


Via O Estado de São Paulo
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