sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Érika Januza revela ter sido rejeitada por família de namorado


Em entrevista, atriz global revelou ter sido rejeitada por família de ex-namorado. “Já fiquei mal quando era mais nova, mas depois comecei a pensar que o problema é do outro”.

Em entrevista ao jornal Extra, a atriz Erika Januza, que vive a caiçara Julia em “Sol Nascente” falou sobre seus quatro anos de carreira, da vida antes da fama, família, racismo e planos para o futuro.

Com 31 anos a mineira estreou na dramaturgia em 2012, com a série “Suburbia”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

“A vida inteira meus trabalhos foram administrativos. Quando “Suburbia” aconteceu, eu estava naquele momento “E agora? O que vou fazer?”. Fui passando pelas etapas até chegar a fase de decorar texto e tudo mais — relembra ela, que teve medo de não conseguir memorizar na hora “H”: — Eu entendi que tinha que falar como se a ideia estivesse vindo da minha mente. Era meio que seguir a intuição, né? Não tinha técnica. Agora estou fazendo o curso de cinema da Fátima Toledo. Quando acabar, já vou planejar um próximo! Estou sempre em busca de aprimoramento”.

Representatividade na TV

Neste domingo, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a atriz comentou sobre a representatividade negra nas novelas e programas de TV.

“Cada espacinho que vamos ocupando é um motivo para se comemorar. Tenho um retorno muito bonito das pessoas no sentido de se sentirem representadas. Na minha infância, eu não tinha tantas pessoas com quem me identificar. Existem meninas que dizem se reconhecerem em mim. Isso significa que estou levando coisas boas”.

Racismo

Apesar do retorno positivo pelo trabalho, Érika relembra que já sofreu com o preconceito no passado. Um de seus relacionamentos foi marcado por um caso de racismo.

“Na internet, nunca passei, mas na vida real muitas vezes. Já tive namoros em que não fui aprovada pela família do rapaz por ser negra. Um namorado me alertou antes de me apresentar. Aí eu fui, né?”.

Passados os anos, a atriz revela que hoje enfrenta a questão de outra forma: “Já fiquei mal quando era mais nova, mas depois comecei a pensar que o problema é do outro. Eu estou aqui maravilhosa e beijo pra você! A pele tem variações de cores e, infelizmente, a cor mais forte é a que mais sente. Acho que quem estava lá atrás já sofreu muito por mim. Então, bato muito nessa tecla: o problema não está comigo.


Do Catraca Livre
Postar um comentário

AS MAIS ACESSADAS

Da onde estão acessando a Maria Preta