sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Presidente da Colômbia ganha o prêmio Nobel da Paz

Juan Manuel Santos foi o grande artífice do acordo de paz com as Farc. Apesar da população ter rejeitado o pacto, chances da paz prosperar são grandes

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (Cesar Carrion/AFP)

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, ganhou nesta sexta-feira o Nobel da Paz de 2016 por “seus esforços resolutos para encerrar a guerra civil de mais de 50 anos em seu país”, informa o comunicado do comitê do prêmio. Santos foi o grande artífice do acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), uma guerrilha esquerdista que há 50 anos promove ataques contra a população civil órgãos do governo. “O prêmio também deve ser visto como uma homenagem ao povo colombiano”, completa o texto do comitê responsável por escolher o vencedor do Nobel da Paz.

O pacto selado com as Farc foi o resultado de negociações iniciadas quando Santos assumiu seu primeiro governo, em 2010, mandato para o qual foi reeleito em 2014. A fase pública das negociações começou em novembro de 2012, por meio diálogos formais em Havana, mediados por Cuba e Noruega, e com acompanhamento de Venezuela e Chile. Depois de quatro anos de conversas entre o presidente Santos e o líder guerrilheiro Rodrigo Londoño Echeverri, o Timochenko, o acordo foi firmado.

No último domingo, porém, por uma pequena margem de votos, a população da Colômbia rejeitouem um referendo o acordo de paz do governo. O “não” ao pacto teve 50,2% dos votos, contra 49,8%% do “sim” – uma diferença final de pouco mais de 60.000 votos. O referendo teve baixo comparecimento, com apenas cerca de 40% dos eleitores aptos indo às urnas. “O fato de a maioria dos eleitores ter dito ‘não’ ao acordo de paz não significa necessariamente que o processo de paz está morto”, informou o comitê. “Isso torna ainda mais importante que os lados, liderados pelo presidente Santos e pelo chefe das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, continuem a respeitar o cessar-fogo”, acrescenta o texto.


Via Veja
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