quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Facebook 'exagera' números sobre vídeos e irrita anunciantes


São Paulo - Polêmica à vista. O Facebook comprou uma briga e tanto com grandes marcas.

A empresa exagerou, e muito, sobre a audiência dos vídeos publicitários em seu site. E isso por longos dois anos.

O escândalo foi reportado primeiro pelo The Wall Street Journal.

A empresa exagerou os dados de uma das métricas mais importantes para empresas e anunciantes: o tempo de visualização do usuário (chamado de "time spent"). 

Segundo o Facebook, foi um erro honesto e se deu pelo uso incorreto de um filtro. 

Os números do "time spent" estavam absurdamente inflados (entre 60% e 80%) nos últimos dois anos porque uma ferramenta da empresa, usada para criar o "Average Duration of Video Viewed" (Tempo Médio de Vídeo Visualizado), excluía automaticamente vídeos vistos por menos de três segundos.

Claro: excluindo esses péssimos resultados, a média de visualização crescia artificialmente e os resultados pareciam muito melhores. 

A polêmica veio à tona pelo próprio Facebook que, semanas atrás, postou um informe no seu Advertiser Help Center, explicando a confusão.

Segundo a empresa, agora há um novo filtro, o Average Watch Time, que incluirá os resultados de todos os vídeos, não importando seu desempenho.

O comunicado oficial do Facebook:

"Descobrimos recentemente um erro na forma como calculamos nossas métricas de vídeo. Esse erro já foi resolvido e não impactou o processo de faturamento. Notificamos nossos parceiros através do painel de gerenciamento do produto, via time de vendas e por meio de comunicado público. Também renomeamos nossa métrica para tornar mais claros os dados medidos pela plataforma. Essa métrica é uma das maneiras como nossos parceiros avaliam suas campanhas em vídeo". 

David Fischer, VP de parcerias de negócios e marketing da empresa, também se pronunciou em um post. 
Repercussão

As marcas estão irritadas, claro, porque elas estão pagando mais caro, acreditando estar atingindo um público x, enquanto, na realidade, esse público é um x bem menor. 

Além disso, os falsos resultados na plataforma do Facebook impactou as estratégias e decisões de diversas marcas e empresas que, talvez maravilhadas pelo desempenho dos vídeos na empresa de Mark Zuckerberg, preteriram concorrentes como YouTube, Twitter e até canais de TV. 

A confusão, inclusive, atrapalha estudos e relatórios de agências de publicidade e marketing. Os números sobre o consumo de vídeos por usuários estudados por essas companhias nos últimos anos estão, simplesmente, errados. 

*atualizado em 23/9/2016, às 14h46, com informações do Facebook


Via Exame.com
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