terça-feira, 6 de setembro de 2016

Socorro, meus filhos vão ser mortos a qualquer instante


Mauro Rogério Silva Dos Santos é advogado em Caxias do Sul, RS.

Pai zeloso, Mauro foi buscar como sempre que podia, seu filho na faculdade às 22:00 horas, na cidade Caxias do Sul, com quase 500 mil habitantes e uma população de 88% de brancos, segundo dados do IBGE. Mauro Rogério dos Santos, é negro.

Mauro só deseja, como parece demonstrar em sua foto postada hoje, viver em tranquilidade como a maioria dos cidadãos brasileiros. Ele quer como qualquer um que seus direitos civis e humanos e que a integridade de sua dignidade não seja tocada pelos cacetes de cada guarda de esquina.

Vivemos um momento em que a violência da polícia contra todos os cidadãos brasileiros saltam aos olhos e, já se tornaram banais, as notícias sobre os milhares de assassinatos anuais feitos pelas polícias estaduais, que ganharam o eufemístico nome de “EXECUÇÕES EXTRAJUDICIAIS”.

São execuções que podem ocorrer até em uma simples batida policial em um controle de trânsito. Temos a impressão que cada policial brasileiro, recebeu a permissão de bater e matar, quando achar por bem ou lhe der na veneta.

Mauro Rogério Silva dos Santos é negro. Ser advogado não contou na hora em que tentou conversar com policiais no exercício de sua profissão, quando ao caminhar para buscar seu filho, foi solicitado a atender pessoas que nem conhecia e estavam sendo presas em uma manifestação contra o governo Temer.

O advogado levou foi porradas de cassetetes nas pernas, na cabeça, por todo o corpo e foi derrubado no chão.

Seu filho que veio em seu socorro e chutou um policial que batia em seu pai já caído no chão, foi afastado da cena brutal, por um terceiro policial que mirou, atirou e felizmente não lhe acertou um tiro de escopeta.
O negro advogado e seu filho, por sorte, não entraram nas estatísticas dos quase 60 mil mortos anualmente no Brasil, dos quais 2/3 são negros. 2/3 equivalem a 40 mil negros assassinados no Brasil por ano. E no mínimo, só para ficar na memória de nossos leitores.


Por Marcos Romão Do Mama Press
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