segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Caravaggio - O artista rebelde da arte barroca

David com a Cabeça de Golias

Que Caravaggio tem muitos seguidores não é nenhuma novidade. Quando vi pela primeira vez sua obra, ela logo meu chamou a atenção. Como não sou conhecedora de arte, não sabia exatamente o que nela me encantava, mas havia algo diferente daquelas pinturas religiosas do renascimento. Pareciam mais reais, mais terrenas.


Vocação de São Mateus

Michelangelo Merisi da Caravaggio, nasceu em Milão na Itália em 1571. O nome Caravaggio se refere à aldeia natal onde vivia sua família. Dizem que ele não era nada comportado, farrista, briguento, vivia envolvido em problemas com a polícia e sem dinheiro. Foi considerado o primeiro grande representante da arte barroca, usava um efeito que ficou conhecido como “tenebrismo”, ao utilizar sempre luz e cor em primeiro plano sobre um fundo escuro, trazendo um ar sombrio e dramático às suas obras, a maior parte delas sobre temas religiosos. Mas acabava muitas vezes por ferir a sensibilidade de seus clientes ao usar pessoas comuns das ruas de Roma, às margens da sociedade, como modelos para pintar cenas e personagens bíblicos e mitológicos; em geral comerciantes, prostitutas, marinheiros e mendigos, porém que tivessem grande expressividade, como retratado em suas obras. Não se incomodava em provocar a nobreza da época com sua pintura. 

Vocação de São Mateus
São Francisco em Meditação

Esta é sem dúvida outra característica marcante de Caravaggio, que ao invés de pintar cenas da Bíblia usando belas figuras delicadas, celestiais, não se importava em usar o feio e a deformidade. Sua pintura foi revolucionária para a época, fazendo oposição consciente ao Renascimento. 

Judith e Holofenes 
Em 1606 Caravaggio matou um jovem durante uma briga e teve que fugir de Roma para onde nunca mais voltou até sua morte. Sua vida conturbada e sua personalidade controversa, devem ser a razão para o surgimento de tantas histórias a seu respeito. Uma delas, a mais recente, diz que Caravaggio que morreu aos 38 anos, teria sido assassinado e seu corpo lançado ao mar por membros da Ordem dos Cavaleiros de Malta, organização católica fundada nas Cruzadas, versão sustentada pelo historiador de arte e especialista em sua obra Vincenzo Pacelli, na obra intitulada Caravaggio – entre a Arte e a Ciência. A prova estaria registrada em documentos secretos do Vaticano que teria aprovado a execução, e o crime seria uma revanche. 

Seja como for, é impossível ficar indiferente a seus quadros, são fascinantes as expressões dos personagens, causando em nós uma espécie de catarse, sentimentos entre a compaixão e o horror. 

A Ceia de Emaús
A Flagelação de Cristo
São Francisco em Êxtase
Os Trapaceiros 
A Adivinha 
Tocador de Alaúde 

Fonte: Wikipédia, Revista Superinteressante 

Via Obviousmag

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