segunda-feira, 4 de julho de 2016

Como a Microsoft pretende substituir teclado e mouse nos computadores

Pesquisa da Microsoft quer melhorar reconhecimento de posição e gestos das mãos (Foto: Reprodução/Microsoft)

As grandes empresas de Internet estão sempre pensando em como será a relação de seus usuários com dispositivos no futuro e, para a Microsoft, isso pode significar o uso de computadores que dispensam periféricos como teclado e mouse. Para isto, a divisão de pesquisa da fabricante criou o projeto Praga, um conjunto de tecnologias de reconhecimento de gestos que permitirão abandonar os acessórios e controlar aparelhos apenas movendo as mãos em determinados padrões.

A divisão de pesquisa da Microsoft é uma área da desenvolvedora criada em 1991, cujo objetivo é avançar as tecnologias de computadores e resolver problemas através da inovação tecnológica em software e hardware. A Praga possui vários centros espalhados pelo mundo que fazem pesquisas em diversas áreas, como ciências sociais, medicina e algoritmos.

Project Prague

O objetivo do Project Prague é descobrir formas para que as pessoas possam se comunicar com computadores com os mesmos gestos que usariam em outra ocasião. Por exemplo, alguém que queira encerrar uma conversa por áudio ou vídeo poderia simplesmente mover os braços como estivesse baixando um telefone e, para fechar um aplicativo, girar os pulsos como se estivesse trancando um cadeado.

O sistema usa tecnologias de aprendizagem de máquinas para ensinar os aplicativos a reconhecerem os gestos através de uma câmera 3D. Isto permitiria também que desenvolvedores criassem seus próprios movimentos customizados, mesmo com pouca experiência em programação.

O Praga foi construído através da análise de milhões de imagens de mãos, cujos dados foram usados para treiná-lo a reconhecer posições e movimentos. Usa milhões de micro unidades de inteligência artificial, cada um estuda uma parte da mão para interpretar o gesto e determinar a intenção do usuário.

O projeto está sendo desenvolvido pela unidade de pesquisas da Microsoft em Israel. Seu diretor, Adi Diamant, lembra que o uso de gestos não precisa ser ligado sempre a videogames ou entretenimento, podendo ser usado para tarefas como apresentações ou edição de documentos.

Microsoft Handpose

Outra pesquisa desenvolvida pela equipe da Microsoft no Reino Unido é o projeto Handpose, que é baseado em um campo de estudos chamado de “visão de computadores” e cujo objetivo é melhorar a precisão dos dispositivos de detecção de movimentos para que eles possam detectar melhor a posição das mãos.

A tecnologia deve ser capaz de maximizar a precisão usando o mínimo de poder computacional, o que permitirá que os movimentos sejam feitos naturalmente. O algoritmo usado foi criado na década de 1940 e é capaz de reproduzir as mãos em tempo real e ser usado em dispositivos comuns.

O desafio ocorre por que a mão é um órgão complexo, capaz de muitos movimentos diferentes. Alguns deles posicionam os dedos em locais onde o sistema não pode enxergá-los, sendo necessário adivinhar sua posição nestes momentos.

Projeto da Microsoft prevê pode mapear posição e movimentos de mãos (Foto: Reprodução/Youtube)

Estamos chegando a um ponto em que a precisão permite que o usuário sinta como se a mão virtual fosse a sua verdadeira 
Jaime Shotton, Microsoft

Um dos usos do sistema é a possibilidade de ver a representação das próprias mãos ao manipular objetos, sejam eles em uma tela comum ou em óculos de realidade virtual. 

“Nós estamos chegando a um ponto em que a precisão permite que o usuário sinta como se a mão virtual fosse a sua verdadeira”, explica um dos cientistas envolvidos no projeto, o pesquisador Jaime Shotton.

A expectativa é que sistema seja capaz de simular a sensação de tato. Para isto, os pesquisadores criaram controles virtuais finos, que permitem que os usuários juntem os dedos e tenham a sensação de tocar algo duro. As experiências sensoriais também permitem sensações mais autênticas, como permitir a manipulação de objetos virtuais com as mãos.

A forma que isto pode ser incrementado envolve a interação com objetos. “Como nós interagimos com as coisas no mundo real? Nós as pegamos, tocamos com nossos dedos e as manipulamos. Nós deveríamos poder fazer a mesma coisa com objetos virtuais”, explica.


Via Microsoft / TechTudo
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