quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mahatma Gandhi - Nove Horas Até a Eternidade



História das nove horas que precederam o assassinato de Mahatma Gandhi em 1.948, tendo como figuras centrais o jovem assassino, ativista de uma seita que combate os ideais de não-violência do venerado líder pacifista e o chefe de polícia, que fica sabendo do crime nove horas antes e não consegue descobrir o assassino.

O filme retrata Nathuram Godse, o assassino de Gandhi, a forma como planejou o atentado, e como ele se tornou um ativista hindu que (injustamente) responsabilizou Gandhi pela morte de milhares de hindus pelos muçulmanos.

Título no Brasil: Nove Horas Até a Eternidade
Título Original: Nine Hours to Rama
Ano de Lançamento: 1963
Gênero: Drama - Épico
País de Origem: EUA - Inglaterra
Duração: 124 minutos
Direção: Mark Robson

Elenco:
Horst Buchholz - Naturam Godse
J.S. Casshyap - Mahatma Gandhi
José Ferrer - Supt. Gopal Das
Valerie Gearon - Rani Mehta
Don Borisenko - Naryan Apte
Robert Morley - P.K. Mussadi
Diane Baker - Sheila
Harry Andrews - Gen. Singh
P. Jairaj - G.D. Birla
David Abraham - Det. Munda

Na mitologia hindu Rama é considerado um dos avatares do deus Vishnu. A ele é dedicado o poema sagrado Ramáiana, que juntamente com o Maabárata compõem as mais respeitadas narrativas históricas (Itihasas) da cultura védica. Ramachandra significa a fonte do todo o prazer, que é comparado a Chandra, a lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra. É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante.

Mohandas Karamchand Gandhi (1869 - 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito Mahatma, A Grande Alma) foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "O Caminho da Verdade" ou "A Busca da Verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).

A filosofia de Gandhi e suas ideias sobre o satya e o ahimsa foram influenciadas pelo Bhagavad Gita e por crenças hindus e da religião jainista. O conceito de “não-violência” (ahimsa) permaneceu por muito tempo no pensamento religioso da Índia e pode ser encontrado em diversas passagens do textos hindus, budistas e jainistas. Gandhi explica sua filosofia como um modo de vida em sua autobiografia A História de meus Experimentos com a Verdade (As Minhas Experiências com a Verdade, em Portugal) - (The Story of my Experiments with Truth).

Gandhi renunciou ao sexo quando tinha 36 anos de idade e ainda era casado, uma decisão que foi profundamente influenciada pela crença hindu do brahmacharya, ou pureza espiritual e prática, largamente associada ao celibato. Também passava um dia da semana em silêncio. Abster-se de falar, segundo acreditava, lhe trazia paz interior. A mudez tinha origens nas crenças do mouna e do shanti. Nesses dias ele se comunicava com os outros apenas escrevendo.

Depois de retornar à Índia de sua bem-sucedida carreira de advogado na África do Sul, ele deixou de usar as roupas que representavam riqueza e sucesso. Passou a usar um tipo de roupa que costumava ser usada pelos mais pobres entre os indianos. Promovia o uso de roupas feitas em casas (khadi).

Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma de suas frases foi: "Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!". (continue lendo na Wikipédia).

Wikipedia: Nathuram Godse
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nathuram...

Nathuram Godse (1910 - 1949) foi um nacionalista indiano que em 30 de Janeiro de 1948 assassinou a tiros Mahatma Gandhi, um líder popular indiano, em Nova Déli, capital da Índia.

O motivo foi que ele responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo indiano ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi depois julgado, condenado e executado em 1949, a despeito de que o último pedido de Gandhi ter sido justamente a não-punição de seu assassino.

Afirmou em seu julgamento: "Pensei ser meu dever dar fim à vida do chamado pai da nação que desempenhara um papel preeminente na realização da vivissecção (ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos) do país".

O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas foram jogadas no rio Ganges.

É significativo sobre a longa busca de Gandhi por seu deus o fato de suas últimas palavras serem um mantra popular na concepção hindu de um deus conhecido como Rama: Hai Ram!

Esse mantra é visto como um sinal de inspiração tanto para o espírito quanto para o idealismo político, relacionado a uma possibilidade de paz na unificação.
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