quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mãe morreu para proteger filho em ataque à boate gay de Orlando


As mães são capazes de fazer qualquer coisa para proteger seus filhos: inclusive, abrir mão da própria vida. Foi o que aconteceu na tragédia do último domingo (12), em Orlando, na boate gay Pulse.
Brenda McCool, de 49 anos, não pensou duas vezes em se atirar na frente do seu filho quando o atirador, Omar Mateen, apontou a arma para a cabeça de Isaiah Henderson, de 29 anos. Ela costumava frequentar a boate no sábado à noite com o filho.

“Brenda viu ele apontar a arma. Ela disse ‘se abaixe!’ para Isaiah e se atirou na frente dele”, relatou a cunhada de Brenda, Ada Pressley, à imprensa local. “Ela morreu atingida pelos tiros. Isto era quanto ela amava seus filhos. Se não fosse por ela, ele teria sido morto.”

Brenda e Isaiah acabaram se separando no meio da confusão. Ele foi salvo por policiais que invadiram a boate e mataram Mateen. A família passou a madrugada de sábado para domingo aflita na esperança de que Brenda estivesse no hospital. Mas, infelizmente, na segunda-feira, veio a notícia de que ela estava morta.

“Enquanto ensinamos tudo sobre a vida aos nossos filhos, eles nos ensinam o significado da vida. Abrace, incentive, reconheça e os ame incondicionalmente”, escreveu Brenda no seu perfil no Facebook, apenas dois dias antes de morrer.Duas horas antes de Mateen começar os ataques, a família de Brenda dançava alegremente na boate, como podemos ver no vídeo que Brenda publicou no Facebook logo após a meia-noite.

“Ela amava dançar. Ela era altruísta e sempre doava a si mesma. Todas as crianças do bairro eram consideradas parte da sua família”, contou o ex-marido de Brenda à imprensa americana.

Brenda havia se mudada para Orlando recentemente, e ela já tinha vencido duas batalhas contra o câncer. “Estou aqui deitado pensando que estava com a minha mãe há 24 horas. Isto é tão surreal”, escreveu Henderson nas redes sociais no dia seguinte. “Eu te amo, mãe”.

A família começou uma campanha na internet para levantar os recursos para pagar o funeral de Brenda. Em poucas horas, mais de 300 pessoas havia doado mais de US$ 10 mil.

Com informações de O GLOBO - Via RPA
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