quarta-feira, 25 de maio de 2016

Polícia identifica acusado de fazer ofensas racistas à cantora Ludmilla


Um dia após a cantora Ludmilla, do hit ‘É hoje’, usar sua conta do Instagram para fazer uma denúncia de racismo, o delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), afirmou que já identificou o acusado de ofender a funkeira. Ainda de acordo com o delegado, o homem já foi ouvido e confessou o crime.

Ele será indiciado pelo crime de injúria preconceituosa, com a causa de aumento de pena pelo crime ter sido cometido na internet. O inquérito policial será encaminhado à Justiça.

Na segunda-feira, a funkeira compartilhou nas redes sociais as imagens do comentários ofensivos feitos pelo acusado. Nas mensagens ela é chamada de “macaca” e “crioula nojenta”. Segundo a cantora, não foi a primeira vez que ela sofreu esse tipo de agressão. Em nota, Ludmilla disse que estava muito triste e tomaria as providências legais para denunciar o crime e tentar identificar o agressor.

“Meu escritório irá tomar as medidas necessárias para que esse crime não fique impune e não se repita com outras pessoas. O racismo envolve preconceito e discriminação. Temos que dar um basta a qualquer tipo de preconceito e não podemos permitir essa falta de respeito e amor ao próximo”, escreveu Ludmilla.

Essa não é a primeira vez que uma artista sofre com preconceito racial nas redes sociais. Em março, uma operação da Polícia Civil cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e prendeu quatro suspeitos de encabeçar o grupo que praticou, no ano passado, ataques racistas contra as atrizes Taís Araújo, Sheron Menezzes e Cris Vianna e a jornalista Maria Júlia Coutinho.

Uma das primeiras a denunciar foi a atriz Taís Araújo. Na ocasião, ela fez questão de deixar os comentários na página para chamar atenção para o crime. “Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito”, escreveu a atriz que também denunciou o fato à DRCI.

A jornalista da TV Globo Maria Júlia Coutinho foi vítima do mesmo crime em julho; a atriz Cris Vianna sofreu ataques racistas em novembro de 2015; e Sheron Menezzes recebeu ofensas on-line em dezembro de 2015.


no O Globo
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