quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Nome de fase da Lava Jato, acarajé é servido em almoço do governo


Em uma demonstração de timing político equivocado, o Palácio do Itamaraty escolheu servir mini-acarajés, prato típico da culinária baiana, como aperitivo em coquetel oferecido pelo governo federal nesta terça-feira (23) à vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti.

A iguaria afro-brasileira dá nome à 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na segunda-feira (22) e que determinou a prisão temporária do marqueteiro João Santana, responsável pelas duas campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff.

O aperitivo fazia parte dos canapés servidos antes do almoço, que teve as presenças do vice-presidente Michel Temer, do presidente do STF (Superior Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RR) e Ana Amélia (PP-RS), entre outros.

A presença dos mini-acarajés entre as especialidades brasileiras servidas no coquetel foi ironizada por autoridades presentes, que chegaram a brincar com diplomatas e conselheiros que o Palácio do Itamaraty havia errado ao escolhê-lo para o evento.

A iguaria foi o único prato tipicamente baiano servido no encontro. O cardápio do almoço foi uma salada de palmito com folhas verdes, bacalhau com batatas e creme de limão.

A 23ª fase da Operação Lava Jato tem esse nome porque o termo foi utilizado por alguns investigados como referência ao dinheiro em espécie para pagamento de propina.

Outra palavra, "pixuleco", também tinha esse significado e foi o nome dado à 17ª fase da operação, em agosto do ano passado.

Segundo os procuradores, o "acarajé" era entregue por Maria Lúcia Tavares, responsável pela planilha e pela entrega desses valores. 
 
 
Fonte: Folha
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