Fonte: Terra
Ana Crespo - da Agencia EFE
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Tradicional bairro do Harlem aproveitou auge econômico da última década para voltar a se desenvolver Foto: EFE |
O Harlem já nada tem a ver com a acinzentada descrição que nos anos 60 fazia da região Lou Reed em uma de suas canções. "Com US$ 26 na mão, vou para a Lexington com a rua 125, me sinto sujo e doente, mais morto do que vivo, estou esperando meu homem (fornecedor)", cantava em seu canção Waiting for my Man, na qual narra seu caminho até um cruzamento das ruas em Harlem para se encontrar com um traficante.
Corria o ano de 1967 e o bairro era tristemente conhecido pelos conflitos, pela população marginal e pela violência, uma imagem que continua presente no imaginário coletivo, graças em boa parte ao cinema. Mas o Harlem nem sempre foi assim, nem o é agora.
A região, que leva seu nome de um povoado holandês, fica ao norte da ilha de Manhattan, e faz limite ao sul com o Central Park e com a rua 155 ao norte. No século XVII era uma colônia flamenga, e até o começo do século XX foi pouco povoada. A partir de 1910, os afro-americanos começaram a se estabelecer ali, e por volta dos anos 20 floresceu a cultura de vanguarda nesta região, o chamado "renascimento do Harlem".
Além de se transformar progressivamente em um gueto, a partir dos anos 50 também foi palco da luta - em algumas ocasiões violentas e em outras pacíficas - pelos direitos civis dos afro-americanos.
pouco a ver com aquele lugar que Reed descreveu em sua famosa canção.