Imagens do Lançamento da Revista Maria 15 Anos, em Viena, na Áustria.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Os Meninos Pintores de Angola na Áustria
Quem São os Meninos:
Isac João Lucas - 14 anos
Carlos Paulo Manuel 18 anos(Christian Muller)
Felipe Loyodola Santos 15 anos
Kinavala Jonata Guilerme 15 anos (Jhonathan)
Soque Pelenda Marcas 13 anos
Os Meninos Pintores de Angola também presentearam ao publicitário João Silva uma de suas telas.


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Campanha da Maria Preta em Viena
Em Viena, na Áustria, o Publicitário João Silva da Maria entregando camisetas "NO RACISM HERE!" aos Meninos Pintores de Angola.
Foram adquiridas 50 camisetas no lançamento da campanha da Maria Preta - "No Racism Here".
Você também pode colaborar com essa causa, adquirindo as camisetas AQUI
Foram adquiridas 50 camisetas no lançamento da campanha da Maria Preta - "No Racism Here".
Você também pode colaborar com essa causa, adquirindo as camisetas AQUI
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Movimento #FicaJuca ganha música
A articulação pela permanência de Juca Ferreira no Ministério da Cultura ganhou, nesta segunda-feira, trilha sonora. A música “Todos Pela Cultura Para Todos” é uma doação do compositor baiano Walter Queiroz ao movimento #FicaJuca.Clique para ouvir Todos pela Cultura para Todos:
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Instituto Maria Preta
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Arany Santana receberá título de cidadã Soteropolitana
Nascida em Amargosa, a gestora, professora, atriz, fundadora do Ilê-Aiyê, ex-secretária municipal da Reparação e atual secretária do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Estado, Arany Santana vai aumentando a sua coleção de títulos, troféus e méritos. Na próxima terça-feira, 30 de novembro, às 19h, ela receberá da Câmara Municipal de Salvador, a denominação honorífica de cidadã soteropolitana, em concorrida solenidade que contará com a presença de autoridades, políticos, intelectuais, artistas, além da comunidade do Ilê-Aiyê e de povos de santo.
Para comemorar com Arany sua nova condição de soteropolitana, garantiram presença ao evento o ministro chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, o secretário estadual da Cultura, Márcio Meireles, os deputados Valmir Assunção e Luis Alberto, Jaime Sodré, Godi, Lazzo Matumbi e Margareth Menezes, entre outros.
Biografia
Licenciada em Letras pela UFBa, Arany Santana reúne em seu currículum várias profissões e atividades. Educadora, atriz e gestora, teve importância fundamental na fundação do Movimento Negro Unificado, em 1978.
Estreou a pasta de secretária municipal de Reparação, órgão criado em Salvador em 2003. Sua militância tem início no município de Amargosa, cidade onde nasceu, no interior da Bahia.Especialista em Língua e Cultura Kikóongo e em História da África, formou-se também em teatro pela UFBA. Entre os trabalhos que realizou como gestora, Arany coordenou, durante dois anos, os Centros Sociais Urbanos do Estado da Bahia da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). Foi assessora especial da Secretaria do Trabalho, Assistência Social e Esporte, coordenadora pedagógica do projeto IMEJA-SMEC “A Arte na Centralidade do Currículo” e professora do Seminário Temático “Diversidade Cultural” pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB) para o Curso de Pedagogia para formação dos professores da Rede Municipal de Ensino.Ensinou Português e Cultura no Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino. Também coordenou o Projeto de Educação e Cultura do Grupo de Capoeira Kilombolas.
Assessorou a Secretaria de Educação do Estado da Bahia em Assuntos Afro, coordenou as ações afro-baianas no Intercâmbio Bahia/Benin-África e foi conselheira representante da Secretaria da Educação do Estado da Bahia no Conselho para o Desenvolvimento da Comunidade Negra – CDCN (1991/1995) e Conselheira, Consultora e Arte – Educadora do Centro de Referência para a Infância e Adolescência – CRIA (desde 1994).
Atuou como consultora do PANGEA para ações de valorização e preservação do Parque São Bartolomeu (1999/2000) e como consultora e educadora da Escola Oficina de Salvador – Projeto de Restauração da Faculdade de Medicina da Bahia (1998/2000). Foi assessora de ensino da Secretaria Municipal de Educação (1989/1990, 1996/1998).
Foi coordenadora pedagógica do Projeto de Arte e Cultura das Escolas Municipais do Bairro da Liberdade – “Escola, cadê a sua história, professora do Programa de Extensão de Educação de Jovens e Adultos da Rede Estadual de Ensino (desde 1997) e técnica de Gerência de Currículo da SEC (1995/1997).
Diretora de Cultura e Arte do Ilê Aiyê desde 1983, Arany coordena a publicação Cadernos de Educação do Ilê Aiyê, vem formando os professores do Projeto de Extensão Pedagógica do Ilê Aiyê (desde 1996). Também trabalha como coordenadora Pedagógica da Escola Comunitária “Mãe Hilda”, mantida pelo Ilê Aiyê desde 1988.Pesquisadora dos temas de Carnaval do Ilê Aiyê desde 1985, também organiza e apresenta o Concurso da Beleza Negra do Ilê Aiyê.
Cine, TV e Teatro
No currículo de Arany ainda estão atuações como atriz em filmes de cineastas importantes na história do cinema brasileiro, como no “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha, “Jardim das Folhas Sagradas”, de Pola Ribeiro, “A Guerra de Canudos”, de Sérgio Rezende e o mais recente, com previsão de estréia ainda este ano, “Capitães de Areia”, de Cecília Amado.
Arany participou de 18 espetáculos teatrais em Salvador, a exemplo de Baile Pastoril, Cordel Vida e Verso e Castro Alves. Em televisão apresentou, em 88 e 90, o programa de televisão Beleza Black, na TV Itapoan e trabalhou na minissérie Mãe de Santo da Rede Manchete.
No teatro encenou dezoito espetáculos em Salvador, entre eles, Baile Pastoril, Cordel Vida e Verso e Castro Alves.
Prêmios
Entre os prêmios de reconhecimento do seu trabalho Arani recebeu o diploma “Destaque Mulher” (1998 e 2002) da Assembléia Legislativa do Estado, pela atuação nas áreas educacional e artística e no trabalho de preservação e divulgação da cultura negra, o Troféu UJAAMA – Mulher Destaque/ 97 - promovido pelo Olodum - pelos trabalhos realizados na área da cultura e do conhecimento; o Prêmio Itaú – UNICEF pelo Projeto Pedagógico do Ilê Aiyê – 1996 (3º Melhor Projeto do Brasil).
Em 1995, também foi agraciada com o Troféu “Clementina de Jesus”, realizado pela UNEGRO, pelos trabalhos realizados em prol da Comunidade Negra, e, em 2004 recebeu a Medalha 2 de Julho da Prefeitura Municipal de Salvador.
Publicou Diretrizes Curriculares para o Ensino da Educação Artística na Rede Estadual de Ensino, em 1980, e Cronologia dos Reinos Africanos da Costa dos Escravos, em 1988.
Fonte: Ascom/Sedes
Estudo mostra que Uruguaiana-RS teve três quilombos
permitem aoprofessor de História e Ciências Sociais Dagoberto Alvim,
45 anos, após seis anos de pesquisa,
afirmar terem existido três quilombos em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
Hoje, embora em número reduzido, há descendentes diretos dos líderes de
cada um dos núcleos vivendo nos locais de origem. Conforme Alvim, o
primeiro deles situa-se na ERS 377, no trecho de convergência com a BR 290
, a 70 quilômetros da cidade. São as famíliasdo Rincão dos Fernandes,
escravos que adotaram o sobrenome em homenagem ao padre
João Vicente Fernandes.
cada um dos núcleos vivendo nos locais de origem. Conforme Alvim, o
primeiro deles situa-se na ERS 377, no trecho de convergência com a BR 290
, a 70 quilômetros da cidade. São as famíliasdo Rincão dos Fernandes,
escravos que adotaram o sobrenome em homenagem ao padre
João Vicente Fernandes.
O religioso batizava e casava negros entre os anos de 1849 e 1863. O então
proprietário da área, Antônio Martins de Oliveira, doou 163,9 hectares,
verbalmente, às duas famílias.
proprietário da área, Antônio Martins de Oliveira, doou 163,9 hectares,
verbalmente, às duas famílias.
O professor salienta que a terra era devoluta e sem registro. Os herdeiros de
Oliveira, anos depois, venderam o local pertencente aos Fernandes,
que se viram obrigados a comprar de volta a terra que detinham
desde 1860.
Oliveira, anos depois, venderam o local pertencente aos Fernandes,
que se viram obrigados a comprar de volta a terra que detinham
desde 1860.
Atualmente, vivem naquela região os netos de escravos Maria
de Castro Moraes,80 anos, e José Izar Fernandes, 73 anos. O
segundo quilombo existiu no Rincão daPalma, na localidade de Adolfo Stern.
Alvim diz que, em estudos de campo, encontrou
Estanislau Gonçalves, falecido, recentemente, aos 97 anos.
de Castro Moraes,80 anos, e José Izar Fernandes, 73 anos. O
segundo quilombo existiu no Rincão daPalma, na localidade de Adolfo Stern.
Alvim diz que, em estudos de campo, encontrou
Estanislau Gonçalves, falecido, recentemente, aos 97 anos.
Na época, Estanislau narrou como havia obtido as terras e a trajetória do
quilombo iniciada em 1858. Os descendentes de Manoel José de Carvalho,
proprietário de 1.654 quilômetrosquadrados de terra e dono de 50 escravos,
em testamento, passaram a Maria Eufrásia, mãe
de Estanislau e outros dois filhos, uma quadra de campo, por serviços
prestados como benzedeira,
parteira e curandeira.
quilombo iniciada em 1858. Os descendentes de Manoel José de Carvalho,
proprietário de 1.654 quilômetrosquadrados de terra e dono de 50 escravos,
em testamento, passaram a Maria Eufrásia, mãe
de Estanislau e outros dois filhos, uma quadra de campo, por serviços
prestados como benzedeira,
parteira e curandeira.
Agora, o único herdeiro de Maria Eufrásia, Mário Edgar Gonçalves Pereira,
detém apenas 15 hectares.Por último, o mais volumoso e importante dos
quilombos localizava-se na Capela do Ipané, em terras do tenente-coronel
Belchior da Costa Rabello Correa da Silva, que recebera 13 mil hectares
de campo do governador da Capitania, Dom Diogo de Souza.
detém apenas 15 hectares.Por último, o mais volumoso e importante dos
quilombos localizava-se na Capela do Ipané, em terras do tenente-coronel
Belchior da Costa Rabello Correa da Silva, que recebera 13 mil hectares
de campo do governador da Capitania, Dom Diogo de Souza.
Os negros, gradualmente alforriados, outros rebelados ou foragidos, passaram
a se concentrar no Rincão do Ipané, na divisa com Alegrete. Estima-se que 200
quilombolas se reuniram naquele ponto para poderem preservar seus hábitos,
costumes e religião. O professor acrescenta que os escravos mais atuantes,
em vez de partirem para quilombos, preferiram fugir rumo ao Uruguai e
à Argentina, preocupando estancieiros pela perda de mão de obra e do
patrimônio.
a se concentrar no Rincão do Ipané, na divisa com Alegrete. Estima-se que 200
quilombolas se reuniram naquele ponto para poderem preservar seus hábitos,
costumes e religião. O professor acrescenta que os escravos mais atuantes,
em vez de partirem para quilombos, preferiram fugir rumo ao Uruguai e
à Argentina, preocupando estancieiros pela perda de mão de obra e do
patrimônio.
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Instituto Maria Preta
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Um passeio virtual pela afro-brasilidade
Um passeio virtual pelo único parque temático sobre a cultura afro-brasileira. Esta é mais uma novidade preparada pela Fundação Cultural Palmares para comemorar o mês da consciência negra. Sob o endereço www.serradabarriga.palmares.gov.br, o novo site do Parque Memorial Quilombo dos Palmares chega para compor o pacote de comunicação que será lançado em novembro. Os demais produtos são o novo portal da Palmares; o novo logotipo da instituição; e a edição especial da Revista Palmares. O MEMORIAL - Primeiro equipamento do gênero no País, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares reconstitui o cenário de uma das mais importantes histórias de resistência à escravidão do mundo: a história do Quilombo dos Palmares - o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de escravos das Américas. Nele, reinou Zumbi dos Palmares, o heroi negro assassinado em 20 de novembro de 1695, data em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra. A SERRA - Fruto de 25 anos de luta do Movimento Negro brasileiro, o Memorial foi implantado em 2007 pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, no território original da longa e sangrenta batalha - a Serra da Barriga, para cujas matas milhares de escravos negros rebelados fugiram, durante o período de dominação holandesa. Neste local histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1985, foram reproduzidos os principais pontos da República Livre de Palmares. O SITE - Com ilustrações e textos em português e inglês, o site reproduz, por exemplo, as informações sobre o mirante de onde Zumbi comandava a resistência quilombola; os pontos de fuga dos negros ante o avanço de tropas inimigas; a lagoa encantada, onde os guerreiros descansavam e afiavam as armas; o espaço reservado às práticas das religiões de matriz africana; as edificações que atestam a presença indígena nos quilombos; os canteiros das ervas e raízes utilizadas para cura, banhos e oferendas... Flickr Endereço: http://www.flickr.com/photos/culturanegra |
Preconceito contra gays, nordestinos e negros lideram ofensas
Na última semana, os técnicos que batem ponto em uma central de denúncias de crimes contra os direitos humanos na internet viraram a noite trabalhando, para que os servidores dessem conta do recado. Na noite de quinta para sexta-feira, houve picos de cinco denúncias por segundo, totalizando 6.715 ocorrências de páginas com conteúdo homofóbico, em um dia. Em todo o mês passado, foram 420 denúncias desse tipo. Um quadro surpreendente, que chama a atenção para uma mudança na maneira como a mistura entre internet e crimes de ódio já toma proporções alarmantes no Brasil.
A velocidade e intensidade com que as informações se propagam no Twitter levou as guerras cibernéticas (discussões ferrenhas com pontos de vista radicalmente opostos) a patamares até então inéditos na nossa internet. Discussões no microblog, pontuadas por tópicos como #ForaNordestinos e #HomofobiaSim, nos últimos dias, reviraram o quadro que mantinha escondidos, sob espécie de véu de hipocrisia, atentados a direitos humanos como preconceito de gênero, origem, orientação sexual ou racismo.
"É claro que comunidades de Orkut e fóruns de discussão sempre enfrentaram esses mesmos problemas, mas a velocidade do Twitter fez com que a coisa repercutisse com muito mais intensidade. As proporções são assustadoras mesmo", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da SaferNet, associação civil que mantém a ferramenta www.denunciar.org.br, que recebe as denúncias citadas no começo da reportagem.
Sob o aparente anonimato da internet, aparece todo tipo de opiniões chocantes, de teor violento. Para a professora Regina Helena Alves, do Observatório das Eleições, plataforma desenvolvida pela UFMG para acompanhar discussões em mídias sociais durante o período eleitoral, o problema começou a dar sinais de alarme durante o pleito. Culminou no caso de Mayara Petruso, estudante paulista que publicou mensagens de ódio aos nordestinos, de acordo com ela, responsáveis pela vitória da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff (tese, aliás, que se revelou falsa).
Para a professora, "é uma onda similar à que a internet americana atravessou, com as eleições do presidente Obama. As opiniões divergentes aparecem e causam rebuliço. Problema grave mesmo é quando a coisa chega a tom de ameaças de morte, como em alguns casos no Brasil". Nesta edição do Informátic@, mostramos como denunciar conteúdos ofensivos na web, além de como ensinar como proceder no caso de ofensas que ainda não foram tipificadas como crime no Brasil.
A velocidade e intensidade com que as informações se propagam no Twitter levou as guerras cibernéticas (discussões ferrenhas com pontos de vista radicalmente opostos) a patamares até então inéditos na nossa internet. Discussões no microblog, pontuadas por tópicos como #ForaNordestinos e #HomofobiaSim, nos últimos dias, reviraram o quadro que mantinha escondidos, sob espécie de véu de hipocrisia, atentados a direitos humanos como preconceito de gênero, origem, orientação sexual ou racismo.
"É claro que comunidades de Orkut e fóruns de discussão sempre enfrentaram esses mesmos problemas, mas a velocidade do Twitter fez com que a coisa repercutisse com muito mais intensidade. As proporções são assustadoras mesmo", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da SaferNet, associação civil que mantém a ferramenta www.denunciar.org.br, que recebe as denúncias citadas no começo da reportagem.
Sob o aparente anonimato da internet, aparece todo tipo de opiniões chocantes, de teor violento. Para a professora Regina Helena Alves, do Observatório das Eleições, plataforma desenvolvida pela UFMG para acompanhar discussões em mídias sociais durante o período eleitoral, o problema começou a dar sinais de alarme durante o pleito. Culminou no caso de Mayara Petruso, estudante paulista que publicou mensagens de ódio aos nordestinos, de acordo com ela, responsáveis pela vitória da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff (tese, aliás, que se revelou falsa).
Para a professora, "é uma onda similar à que a internet americana atravessou, com as eleições do presidente Obama. As opiniões divergentes aparecem e causam rebuliço. Problema grave mesmo é quando a coisa chega a tom de ameaças de morte, como em alguns casos no Brasil". Nesta edição do Informátic@, mostramos como denunciar conteúdos ofensivos na web, além de como ensinar como proceder no caso de ofensas que ainda não foram tipificadas como crime no Brasil.
Do Estado de Minas
domingo, 28 de novembro de 2010
28 de novembro de 1975 – Morre o escritor Érico Veríssimo
28/11/2010 - 00:01 | Enviado por: Alice Melo - Via http://www.jblog.com.br/

Vítima de enfarte, morreu em casa o escritor Érico Veríssimo, às vésperas de completar 70 anos de idade. No dia seguinte, numa tarde cinzenta, que escondia o céu que o escritor tanto admirava, o corpo de Veríssimo foi sepultado num cemitério, em Porto Alegre. Em seu último dia de vida, Veríssimo passou na companhia da esposa e do filho, o também escritor Luís Fernando Veríssimo. A morte pegou a todos de surpresa.
“O Brasil perde seu principal romancista e o mundo um dos maiores romancistas contemporâneos. Ele deixa uma obra que viverá enquanto existir a língua portuguesa. Seus personagens enriqueceram a humanidade brasileira”, declarou emocionado o escritor Jorge Amado no funeral do amigo e acrescentou: “Quanto a mim, perdi um irmão, me sinto infinitamente triste”.
Érico nasceu numa família rica em Cruz Alta, na serra gaúcha. Quando era pequeno, seu pai foi à falência, fazendo o pequeno escritor passar por experiências de pobreza que inspirariam grande parte de sua obra. Leitor assíduo quando pequeno, Veríssimo virou um grande escritor ao atingir a maturidade, relatando o cotidiano dos moradores do extremo Sul do país. Sua estréia literária se deu em 1932, com Os Fantoches. Em 1935, conquistou o prêmio Graça Aranha com o romance Caminhos Cruzados. Mas foi com a trilogia O Tempo e o Vento, considerada sua obra-prima, que o escritor se tornou um mito nacional e internacionalmente.

Dividida em O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago(1962), os três romances contam a história do Rio Grande do Sul, de 1680 até o fim do Estado Novo em 1945, através da saga das famílias Terra e Cambará. A princípio, Veríssimo planejou fazer só um volume com cerca de 800 páginas, que seria escrito em três anos. Mas o assunto rendeu tanto que o escritor acabou ultrapassando as 2.200 páginas, escritas ao longo de 15 anos. A obra virou novela, em 1967, e minissérie adaptada, em 1970.
Na década de 1970, após de publicar O Senhor Embaixador, O Prisioneiro e Incidente em Antares, Veríssimo se tornou um dos autores mais vendidos no país.
“O meu amigo mais íntimo é o sujeito que vejo todas as manhãs no espelho do quarto de banho, à hora onírica em que passo pelo rosto o aparelho de barbear. Estabelecemos diálogos mudos, numa linguagem misteriosa feita de imagens, ecos de vozes, alheias ou nossas, antigas ou recentes, relâmpagos súbitos que iluminam faces e fatos remotos ou próximos, nos corredores do passado - e às vezes, inexplicavelmente, do futuro - enfim, uma conversa que, quando analisamos os sonhos da noite, parece processar-se fora do tempo e do espaço". Érico Veríssimo.
sábado, 27 de novembro de 2010
Governo dos EUA lança edital para financiar projetos sociais de promoção de igualdade racial no Brasil
O Governo dos Estados Unidos, em parceria com a BrazilFoundation, e com apoio do Governo do Brasil através da SEPPIR, lança na próxima segunda-feira, 29 de novembro, às 13h, no Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro, o edital para a seleção de projetos sociais que serão apoiados pelo Plano de Ação Conjunto Brasil – Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica – JAPER. Cada projeto selecionado, que deverá ter duração de um ano, receberá financiamento de até R$ 25 mil do Governo dos EUA.
A seleção de projetos sociais é aberta a organizações da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, com foco na promoção da igualdade racial e étnica, através da educação e da cultura. Três áreas principais serão contempladas: a educação voltada à inclusão racial, o acesso à justiça e a promoção da equidade étnica e racial na mídia.
O lançamento do edital contará com a presença do Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne, da Conselheira para Assuntos de Imprensa, Educação e Cultura da Embaixada dos EUA em Brasília, Adele Ruppe e de representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR).
Os projetos deverão ser encaminhados ao escritório da BrazilFoundation no Rio de Janeiro, organização parceira e responsável pelos processos de seleção e monitoramento dos projetos que serão apoiados. A data de postagem no correio será considerada como comprovante. A divulgação dos projetos pré-selecionados será feita pela BrazilFoundation em seu site, em 11 de abril de 2011.
O Plano de Ação Conjunto Brasil-Estados Unidos – JAPER, assinado em março de 2008, tem compromisso com a colaboração profunda e contínua entre os dois governos, a fim de eliminar a discriminação racial e étnica e promover a igualdade de oportunidades em ambos os países.
A seleção de projetos sociais é aberta a organizações da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, com foco na promoção da igualdade racial e étnica, através da educação e da cultura. Três áreas principais serão contempladas: a educação voltada à inclusão racial, o acesso à justiça e a promoção da equidade étnica e racial na mídia.
O lançamento do edital contará com a presença do Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne, da Conselheira para Assuntos de Imprensa, Educação e Cultura da Embaixada dos EUA em Brasília, Adele Ruppe e de representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR).
Os projetos deverão ser encaminhados ao escritório da BrazilFoundation no Rio de Janeiro, organização parceira e responsável pelos processos de seleção e monitoramento dos projetos que serão apoiados. A data de postagem no correio será considerada como comprovante. A divulgação dos projetos pré-selecionados será feita pela BrazilFoundation em seu site, em 11 de abril de 2011.
O Plano de Ação Conjunto Brasil-Estados Unidos – JAPER, assinado em março de 2008, tem compromisso com a colaboração profunda e contínua entre os dois governos, a fim de eliminar a discriminação racial e étnica e promover a igualdade de oportunidades em ambos os países.
Após a apresentação do edital, o Cônsul Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne, e a Conselheira para Assuntos de Imprensa, Educação e Cultura da Embaixada dos EUA em Brasília, Adele Ruppe, estarão disponíveis para responder às perguntas da imprensa.
SERVIÇO:
SERVIÇO:
- O que: Lançamento do edital para seleção de projetos sociais a serem apoiados pelo Plano de Ação Conjunto Brasil – Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica – JAPER
- Quando: Segunda-feira, 29 de novembro de 2010, às 13h
- Onde: Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro – Av. Presidente Wilson, 147, Centro – Rio de Janeiro
- Credenciamento prévio obrigatório até às 12h de sexta-feira, 26 de novembro
- Informações para a imprensa – Guilherme Monsanto: rochagm@state.gov; (21) 8777-4125
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Jovens trocam experiências com integrantes do Olodum em São Carlos
No dia 20 de novembro aproximadamente 25 pessoas, entre estudantes, integrantes de escolas de samba e do movimento negro participaram de um bate-papo com três vocalistas da Banda Olodum no Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira “Odette dos Santos” em São Carlos.
Segundo o chefe de divisão de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, José Ricardo Marques dos Santos, o bate-papo também contou com a presença da secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Rose Mendes, e da coordenadora de Artes e Cultura, Telma Olivieri. Para José Ricardo, o evento foi muito positivo. “Eles falaram sobre o trabalho da banda Olodum, sobre a relação com o movimento negro e o trabalho de combate à discriminação racial”.
José Ricardo explicou que este tipo de atividade foi realizado pela segunda vez no Centro Afro neste mês de novembro. “No dia 13 nós realizamos um bate-papo com os integrantes da banda Black Rio e neste sábado promovemos o bate-papo com a Banda Olodum. Estes eventos são importantes por diferentes motivos: integram as pessoas, nos oferecem a oportunidade de conhecer outras ações e principalmente de divulgar o nosso trabalho na área de políticas públicas e ações afirmativas”.
A Banda Olodum esteve em São Carlos no último sábado para fazer um show em um clube da cidade. Aproveitando a oportunidade de retornar a São Carlos, os integrantes se ofereceram voluntariamente para participar de alguma ação no Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira.
Para a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Rose Mendes, responsável pela Divisão de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, esta troca de experiências foi muito interessante. “O Olodum é um grupo histórico do Brasil que está instalado em Salvador e que possui um projeto social de muita relevância na Bahia através da musicalidade que é sucesso no Brasil e fora do Brasil. É um grupo muito importante que trabalha a questão do resgate e do respeito à cultura Afro-Brasileira”.
![]() |
| Marca do Olodum, criada pelo publicitário João Silva da Maria |
José Ricardo explicou que este tipo de atividade foi realizado pela segunda vez no Centro Afro neste mês de novembro. “No dia 13 nós realizamos um bate-papo com os integrantes da banda Black Rio e neste sábado promovemos o bate-papo com a Banda Olodum. Estes eventos são importantes por diferentes motivos: integram as pessoas, nos oferecem a oportunidade de conhecer outras ações e principalmente de divulgar o nosso trabalho na área de políticas públicas e ações afirmativas”.
A Banda Olodum esteve em São Carlos no último sábado para fazer um show em um clube da cidade. Aproveitando a oportunidade de retornar a São Carlos, os integrantes se ofereceram voluntariamente para participar de alguma ação no Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira.
Para a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Rose Mendes, responsável pela Divisão de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, esta troca de experiências foi muito interessante. “O Olodum é um grupo histórico do Brasil que está instalado em Salvador e que possui um projeto social de muita relevância na Bahia através da musicalidade que é sucesso no Brasil e fora do Brasil. É um grupo muito importante que trabalha a questão do resgate e do respeito à cultura Afro-Brasileira”.
Gil defende permanência de Juca Ferreira no Ministério da Cultura
Via: Último Segundo
O cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura do governo Lula, defendeu nesta segunda-feira a permanência do ministro Juca Ferreira a frente da pasta da Cultura no governo de Dilma Rousseff.
Segundo Gil, “ministros que trabalham bem, sob certos aspectos e sobre certos ângulos, podem e devem continuar”. “O Juca é um belo ministro. Foi meu secretário executivo, estabeleceu comigo uma série de linhas de ação novas no Ministério da Cultura, fortaleceu a pasta e faz um belo trabalho. Tem todos os requisitos para se manter na equipe”, afirmou.
A permanência de Juca Ferreira no governo Dilma Rousseff é uma das grandes incógnitas da equipe de transição. Filiado ao PV da Bahia, Ferreira permaneceu no Ministério da Cultura mesmo depois que o partido lançou a candidatura de Marina Silva à presidência.
Para evitar atritos com os verdes, Juca se licenciou da legenda durante toda a campanha eleitoral, apoiando abertamente a candidatura de Dilma Rousseff. Sua permanência no futuro governo depende da troca de partido ou de uma negociação entre PV e a equipe de transição.
Volta ao partido
Segundo o vice-presidente nacional do PV, Alfredo Sirkis, a negociação de apoio dos verdes com o governo Dilma está “fora de cogitação”. De acordo com o deputado federal eleito pelo Rio, “o PV não tem qualquer pretensão de negociar participação no governo de Dilma” e considera Juca Ferreira “carta fora do baralho”.
“O Juca deveria ter entregado o cargo no momento que decidimos lançar a candidatura de Marina. Ele não é mais um problema do PV”, disse Sirkis.
Apesar da posição de Sirkis, oficialmente o ministro da Cultura continua filiado ao partido. A licença dele é de apenas um ano. No PV baiano o ministro também goza de grande prestígio e foi um dos articuladores da adesão de várias lideranças regionais à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno da eleição.
Porém, de acordo com fontes do PV, a executiva nacional do partido espera que ele não volte aos quadros da legenda. “A manutenção dele no Ministério da Cultura corre independente do PV”, disse Sirkis.
Opinião do antecessor
O ex-ministro Gilberto Gil, que também é filiado ao PV da Bahia, diz que não tem conversado institucionalmente com o partido em relação ao apoio da sigla ao futuro governo Dilma. Gil avalia que a permanência de Juca Ferreira na pasta da Cultura deverá ser uma decisão da própria presidente eleita, “independe de partido”.
“Provavelmente a ministra trabalhará a constituição do seu ministério sobre outros ângulos. Então, é possível que o Juca fique ou não. Isso quem vai dizer é a própria presidente”, afirmou Gil.
Fórum digital
O cantor baiano participou neste feriado doFórum Internacional de Cultura Digital, realizado em São Paulo, onde debateu o futuro da arte e da música com a introdução de novas tecnologias na vida dos artistas.
Ao final do encontro com John Perry Barlow, representante da Eletronic Frontier Foundation norte-americana, Gil conversou alguns minutos com o iG e se disse feliz com a vitória de Dilma nas eleições. “A vitória dela é resultado do prestígio do presidente Lula e do olhar especial dos eleitores brasileiros. A população foi reconhecendo gradual o perfil, o valor e a importante atuação da ministra Dilma no governo nesses últimos oito anos”, destacou.
Por conta do Fórum de Cultura Digital, Gilberto Gil fica em São Paulo até essa terça-feira. O evento do qual ele participou acontece na Cinemateca Brasileira até o dia 17, com a participação do próprio ministro da Cultura, Juca Ferreira, na próxima quarta-feira.O ex-ministro espera que Dilma continue a implantação de pontos de cultura por todo o país e faça os ajustes fiscais necessários para o País. “É importante que ela continue as articulações com os governos municipais e a abertura de portas para a sociedade civil, como a gente já vinha fazendo”, disse.

Foto: Pedro Caetano/UARA/Divulgação
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Instituto Maria Preta
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
História e cultura afro-brasileiras chegam às escolas com Kit "RS Negro"
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| Fotógrafo: Silvio Williams |
ook RS Negro, um CD de aulas RS Negro e um CD de áudios Negro Grande.
Na ocasião, o secretário Fernando Schüler agradeceu o apoio de toda equipe que trabalhou na elaboração do material. "O Kit RS Negro é o resultado de um trabalho de mais de um ano e mostra a riqueza cultural da comunidade negra. Agora temos que agir na capacitação dos docentes que irão utilizá-lo nas salas de aula e começar a expansão do projeto." O gestor ainda destacou a importância do material inédito para o reconhecimento da história da cultura afro em todo o país, esperando que a ideia seja copiada por outros estados.
O diretor-presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Estado (Ceee), Sérgio Camps de Moraes, salientou que, para o desenvolvimento da sociedade, é necessário que as pessoas conheçam e resgatem sua história. "Lembro quando o secretário Schüler foi convidar o Grupo Ceee para integrar este importante projeto. Logo verificamos a importância dessa iniciativa, necessária para contar uma história que estava escondida." A coordenadora do Projeto RS Negro, Sátira Machado, explicou como foi a elaboração do material. "É importante destacar que, no Kit, temos um CD com aulas em PowerPoint para serem utilizadas pelos professores. Este é um trabalho de muitas mãos, que mostra a importância do negro na construção da identidade do Rio Grande do Sul e do Brasil."
O evento aconteceu no Centro Cultural Ceee Erico Veríssimo, na Capital, e contou com a participação do subprocurador Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Afonso Armando Konzen, do presidente da Fundação de Educação e Cultura Sport Club Internacional (Feci), Cesar Júlio Vignochi, do presidente do Sport Clube Internacional, Mário Martins, do gerente executivo da Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho, Alceu Nascimento, além de representantes do Movimento Negro do Estado.
Os produtos do Projeto RS Negro estarão disponíveis, gratuitamente, no Portal da PUCRS (http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/rsnegro/ . A ação é uma iniciativa da SJDS e da Feci, com financiamento da Ceee, por meio da Lei da Solidariedade. São parceiros da iniciativa o Grupo de Educomunicação e Produção Cultural Afrobrasileira da PUCRS (Educom Afro), a Edipucrs, o Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado do Rio Grande do Sul (Condene), a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS).
Lançamento no interior do Estado
O projeto RS Negro também está sendo lançado em quatro municípios do interior do Estado: Caxias do Sul; Santa Maria; Pelotas e Montenegro.
Fonte: Gov.RS
MPT atuará em defesa do direito autoral moral dos compositores
"O nome da canção todo mundo sabe
O nome do cantor todo mundo diz
Minha música toca na rádio,
Mas ninguém sabe que fui eu que fiz
Fale meu nome aí, seu locutor
Pra todo mundo saber quem foi que fez
Fale meu nome aí
Que eu sou o compositor
Tenha respeito, é o meu direito, tá na lei
Fale meu nome aí, seu locutor
Pra todo mundo saber quem foi que fez
Essa música é minha
Eu sou o compositor
Também quero ter voz
Também quero ter vez!"
(Marcelo Quintanilha - compositor e cantor)
O jingle de Marcelo Quintanilha, premiado pela OAB-BA no ano passado, traduz e simplifica a temática que motivou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a promover uma audiência pública no próximo dia 14 de dezembro, às 13h30, no auditório da sede (Corredor da Vitória), para debater o tema "As emissoras de rádio e a divulgação dos nomes dos compositores". Do MINISTÉRIO DA CULTURA às entidades representativas dos compositores e músicos, os diversos agentes públicos e privados envolvidos no assunto trarão contribuições ao debate. Incluindo a representação de 157 emissoras de rádio na Bahia, além das comunitárias de Salvador.
Condutor do processo, o procurador do MPT Pedro Lino de Carvalho Júnior frisa o caráter pedagógico da iniciativa, contra uma prática que vem sendo adotada por muito tempo. "A obrigatoriedade está na Lei 9.610/98 do DIREITO AUTORAL, especificamente nos artigos 24 e 108, e é preciso estimular uma mudança cultural, de respeito à dignidade do compositor, com diálogo e convencimento", explica o procurador.
A audiência pública vai reunir os principais atores, a exemplo da OAB, Ecad, Abramus, Amar, Sbacem, Sicam, Socinpro, UBC, Arpub, Abert, para debater a questão da omissão, por parte das emissoras de rádio, de divulgar os nomes dos compositores quando executam as obras. Com foco nos efeitos da prática de mercado, o MPT vai avançar no entendimento, inicialmente encaminhando Notificações Recomendatórias (NR) de alerta para o cumprimento da legislação.
Conheça abaixo a Lei do DIREITO AUTORAL - Lei 9.610/98:
Art. 24. São direitos morais do autor:
I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
Art. 108, I:
Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade da seguinte forma:
I - tratando-se de empresa de radiodifusão, no mesmo horário em que tiver ocorrido a infração, por três dias consecutivos;
Exposição revela olhar fotográfico de Darcy Ribeiro
O Sertão Vai Virar Ópera
POR EDUARDO TRISTÃO GIRÃO - O Estado de Minas
ZULEIKA DE SOUZA/CB/D.A PRESS
Gameleira é um povoado próximo ao distrito de Iguá e fica a 20 quilômetros de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. Metade do trajeto é de asfalto. Passando os vizinhos do lugarejo de Pradoso, é só terra e cascalho até a Fazenda Casa dos Carneiros, que fica no meio da caatinga, emoldurada pela Serra da Tromba. O dono da propriedade rural é o compositor baiano Elomar Figueira Mello que neste momento supervisiona as etapas finais da construção de um teatro de ópera para nada menos que
2 mil pessoas no local, com 15 metros de boca de cena fosso para orquestra, camarins e amplificação. A casa foi batizada de Domus Operae.
É preciso ser rápido, pois dias 26 e 27 o palco que hoje está em construção abrigará a pré-estreia do Festival da Ópera Brasileira com montagem de três cenas de óperas de Elomar, seu idealizador: A casa das bonecas, O retirante e A carta, reunindo equipe de quase 100 pessoas de várias partes do país (sobretudo Belo Horizonte), entre solistas convidados, octeto vocal, orquestra, figurantes, diretores, dançarinos, assistentes e equipe de produção. A regência será divida entre Eduardo Ribeiro, da capital mineira, e o músico João Omar, filho do compositor.
Orçado em aproximadamente R$ 1 milhão, o teatrofoi pensado por Elomar há três anos e tem projeto dele próprio, que também é arquiteto. A inauguração desta semana, pensada exclusivamente para a pré estreia do festival, será parcial, já que as obras, que começaram este ano, continuarão até julho, quando haverá o lançamento do evento – o programa já está definido, com Acarta (Elomar), A noite no castelo (Carlos Gomes) e Jupyra (Francisco Braga). A inexistência de autores estrangeiros nas duas ocasiões não é obra do acaso: o palco abrigará apresentações de música erudita ou regional, desde quea música seja feita por brasileiros.
“Outros eventos do gênero privilegiam autores estrangeiros e, vez por outra, abrem espaço para brasileiros. As pessoas não fazem ideia da riqueza que temos no Brasil, em se tratando de ópera. É uma riqueza delas e elas não têm muito acesso a isso. Esse é um festival, de certa forma, educativo. Se não tivermos acesso às nossas óperas, não teremos acesso ao tesouro que nos engrandece como brasileiros. Fora da Europa não há país que seja páreo para o Brasil em produção operística”, garante João Omar, um dos organizadores do evento e presidente da Fundação Casa dos Carneiros.
Elomar terá cenas de suas óperas apresentadas em Vitória da Conquista, com regência do filho João Omar
FESTIVAL DA ÓPERA BRASILEIRA
Com cenas das óperas A casa das bonecas, O retirante e A carta, de Elomar. No Domus Operae, Fazenda Casa dos Carneiros, Vitória da Conquista, Bahia.
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada), disponíveis na internet até dia 23. Informações: www.casadoscarneiros.org.br.
A intenção é a de que o festival seja anual e que, em breve, a Fazenda Casa dos Carneiros tenha sua estrutura utilizada para recepção e hospedagem. Por enquanto, afirma o filho do compositor, a melhor opção é usar a infraestrutura de Vitória da Conquista. As apresentações começam sempre às 20h, mas a porteira da fazenda será aberta às 17h para evitar congestionamento. Há estacionamento para carros no local e a produção recomenda levar agasalho (à noite faz frio) e usar roupas confortáveis e sapato fechado.
MONTEVERDI DO SERTÃO As óperas A casa das bonecas, O retirante e A carta nunca foram gravadas integralmente por Elomar. Algumas das árias dessas obras foram registradas nos disco Na quadrada das águas perdidas (1978) e Árias sertânicas (1992). Juntas, somarão cerca de duas horas de apresentação. Elomar estará no palco em apenas um momento, cantando durante a ária Boca das águas,
parte do prólogo de O retirante.
Para João Omar, que regerá A casa das bonecas e A carta e tocará violão em O retirante, o pai é uma espécie de “Monteverdi do sertão”: “Ele tem força inventiva na valorização dos personagens nordestinos. O vaqueiro, o trabalhador, as mulheres, o sertão, as paisagens, o boi. Não há compositor erudito que valorize o folclórico dessa maneira. É um estilo muito próprio, singelo, com modalismo presente nas melodias e liberdade em relação aos clichês operísticos. Ele celebra anti-heróis, como o vaqueiro.
Celebra valores essenciais do homem do campo e Deus. É uma obra universal”, define.
Os solistas convidados são Doriana Mendes (RJ), Fábio Belizallo (BH) e Luciana Monteiro de Castro (BH). Coreografia e dança estão a cargo de Paulo Chamone (BH). O octeto vocal é formado só por profissionais da capital mineira, assim como a orquestra, batizada de Casa dos Carneiros. Os figurantes são alunos de teatro de Vitória da Conquista. Francisco Mayrink (direção de cena), Marcelo Viana (cenografia), Victória Vieira (figurino e adereço) e Fernanda Mascarenhas (iluminação) completam o time.
“A música de Elomar tem assinatura dele. Não é fácil de ser cantada, há muitas dificuldades técnicas. Fazer o papel de uma mulher da caatinga com o canto lírico é difícil. A obra inteira dele tem dialetos do sertão. Isso causa estranhamento no público, mas a obra dele tem o poder de chegar às pessoas, o que a torna compreensível”, observa a meio-soprano Luciana de Castro, uma das solistas convidadas.
Professora de canto da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, ela canta a obra de Elomar há 12 anos. “Acho justíssimo fazer esse festival na casa dele e para o povo, fora dos grandes teatros”, completa.
A iniciativa faz parte do projeto Cenas Brasileiras, pelo qual as três mesmas cenas desta pré-estreia foram
montadas em sete capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, em 1998. Desde então, elas nunca mais foram vistas pelo público. O espetáculo será dedicado ao maestrocarioca Silvio Barbato, que morreu ano passado e seria o regente das três cenas. “Ele era amigo de meu pai e grande admirador das óperas dele. Era incentivador de tudoisso, com cabeça aberta a realizações”, diz João Omar.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Prêmio Maiores do DF, pelo Jornal de Brasília
Hoje em dia o consumidor está cada vez mais atento não só com a publicidade, mas com a reputação e responsabilidade fiscal e socioambiental das marcas. Essas empresas são as que mais crescem e desfrutam do reconhecimento por parte da população consumidora.O projeto "empresário de coração" do Jornal de Brasília em parceria com a secretaria de fazenda do Distrito Federal, em sua 14º edição, não poderia deixar de acompanhar esta tendência que também cresce e fica mais encorpado, passando a ser parte de um projeto maior: o Maiores do DF.
Tradicionalmente, homenagearemos e daremos grande visibilidade as empresas que mais recolheram os impostos ICMS e ISS, e continuaremos doando parte do que arrecadamos com as adesões das empresas às instituições carentes do Distrito Federal.
O Maiores do DF abre espaço para os empresários de coração, outras empresas e entidades, apresentarem seus projetos sociais e de sustentabilidade ambiental que desenvolvem, para serem julgadas e dependendo do resultado, posteriormente premiadas. Além disso, estaremos com nossa equipe de atendimento à disposição para orientar as empresas que desejam inscrever projetos tão importantes e que devam servir de exemplo para outras empresas e para a população do Distrito Federal.
Enfim, uma excelente oportunidade que agrega valor a marca das empresas e ajuda o Distrito Federal a crescer, disseminando a consciência fiscal e socioambiental.
O Prêmio Maiores do DF 2010, acontece hoje (24/11).
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