segunda-feira, 29 de junho de 2009

CURIOSIDADES DE UM PAIS DE LOUCOS OU DE POLITICOS DESONESTOS ?

Isso é uma vergonha!!!!!!

Pra frente Brasil...

CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.

TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.

JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.

VALE A PENA TENTAR.

PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA. REPASSE, NÃO SEJA OMISSO. NA ÉPOCA DO COLLOR A IMPRENSA SE MOVIMENTOU E DEU NO QUE DEU, HOJE A IMPRENSA É REFEM DO GOVERNO, POIS ESTÁ PENDURADA EM DÍVIDAS DE IMPOSTOS E NÃO PODE REPETIR A DOSE.

Enviado por Rosangela

NEGROS MORREM POR QUE BRILHAM DEMAIS

Assisti ao filme sobre a vida e obra de Wilson Simonal. Um resgate necessário sobre dúvidas em relação ao seu talento e á sua vida pessoal. Não era informante do DOPS. Não era delator de colegas artistas. Um bólido no mundo artístico que, segundo Mário Prata, acusado injustamente, não foi anistiado nem pela esquerda nem pela direita. Depois do filme, confesso que senti um desconforto negativo com muitos artistas da década de setenta que aprendi a ouvi e formar parte de minha opinião sobre o Brasil. Como eles conseguiram ocultar de mim e de minha geração o pilantra que desafiava a inteligência: Wilson Simonal! Observo que por muito menos Caetano Veloso, Jaguar e Roberto Carlos fizeram coisas que poderiam ser condenadas no passado e vivem felizes. Jaguar, inclusive conseguiu a proeza de confessar que poderia ser ele e não Simonal que poderia ter morrido pelo que fez, falou e não falou.

Michel Jackson Morreu. Uma trajetória de brilho e queda. Sucesso de mídia, palco e venda – conseguiu chegar a extraordinária cifra de 750 milhões de discos vendidos – insuperável. Sua vida tornou-se símbolo de desejo, renúncia e podridão. Muitos o negaram. Foi acusado de pedofilia em 1993. 12 anos depois foi inocentado de todas as acusações. Outros tantos admitiram que pudesse ser tudo verdade e a sua miséria veio rápida. Morreu com a pecha de que poderia ter feito tudo diferente. Como Simonal, parece que não fez a coisa certa.

A anistia post-mortem do Almirante Negro, João Cândido, líder da Revolta da Chibata em 1910, só lhe foi concedida 97 anos após sua morte. Isso tudo após uma intensa luta para que o Almirante, que fora internado no hospital psiquiátrico como louco pudesse ser reparado. O projeto de lei de autoria da Senadora Martina Silva é de 2002 e foi sancionado pelo Presidente Lula em 2008. Os anistiados da ditadura militar e seus familiares já recebem suas indenizações. Já os familiares de João não puderam receber tal recurso. O artigo que o garantia foi vetado. Simonal 17 anos depois recebeu seu indulto: uma carta que o isentaria de envolvimento co m órgãos de inteligência e de repressão.

Preto não pode errar. Se for bem comportado, pode entrar no rol dos que podem ser aceitos como algo domesticado. Se não se comporta bem, de algum modo, morre. Todos elaboraram textos e mensagens sobre sua condição de negros num período que muitos líderes ficaram calados - respectivamente, a critica de Michel contra a gravadora que explorava afro-americanos, a música que Simonal fez para o filho falando da condição de ser negro e o manifesto de João em favor dos amotinados - Os três não conseguiram deixar de serem pretos, apesar de muitos rotularem de estarem contribuindo com o mundo branco e rico, esquecê-los e agora chorarem arrependidos a covardia de nada terem feitos quando deveriam fazê-lo. De algum modo a inveja mórbida da alegria exorbitante do negro paira em nós como um simulacro de um mundo que condena o destino do outro pela cor de sua pele e origem. Mataram Jo ão, mataram Simonal, mataram Michel e o estigma continua com os nossos deuses e deusas morrendo para serem reconhecidos depois do tempo.

Sérgio São Bernardo

Instituto Pedra de Raio - Justiça Cidadã

www.pedraderaio.org.br

sergiosaobernardo.blogspot.com

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Axé Michael!


Criada pelo publicitário João Silva, na década de 90, a marca do Olodum se transformou na marca da Bahia mais conhecida fora do Brasil. Pouco tempo depois ganhou maior visibilidade através do clipping de Michael Jackson, tornando-se a marca brasileira mais conhecida no mundo.

Graças ao clipping desse grande astro americano, dirigido por Spike Lee, a Bahia tem a marca mais conhecida do Brasil no mundo.

Obrigado Michael!

MODELO NEGRA BAIANA FALA SOBRE COTAS NA SPFW Por: José Mion - Foto: Reprodução


Apesar de já ter se posicionado contra as cotas para negros nas passarelas, a baiana Rojane Fradique (foto ao lado) se mostra agora favorável ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a São Paulo Fashion Week e o Ministério Público do Estado de São Paulo, que sugere às grifes que pelo menos 10% dos modelos nos desfiles da temporada sejam negros.

Em entrevista ao A Tarde, a bela de 22 anos - há cinco no mundo da moda - acredita que a medida é interessante por garantir a presença dos afrodescendentes nos desfiles. "Se não fosse essa lei de cotas não teria negros lindos e elegantes como tem agora", disse. Mesmo não desfilando este ano na SPFW, por estar dando prioridade aos estudos, ela não deixa de se posicionar e questiona se as cotas também não passarão a ser exigidas em outros eventos, como a Semana Iguatemi de Moda (SIM) e Barra Fashion, por exemplo.

Enviado por Rosangela

O DEFORMANTE

por Claudio Manoel-produtor e diretor do documentário: Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei

No último domingo, Simonal foi, mais uma vez, julgado e condenado. Desta vez, pela Folha de São Paulo, numa matéria sensacionalista e exageradamente grande (com destaque na primeira página e tudo), assinada pelo “jornalista” Mário Magalhães.

Foram diversas páginas, todas provocadas pela “descoberta de um fato novo”, um documento inédito que provaria de maneira cabal e definitiva que Simonal era um informante do DOPS.

Simonal está morto há quase 10 anos. A Lei de Anistia tem uns 30. Mas o “fato” era tão importante, que por si só justificava não só a “reabertura do caso”, mas também provava, “por A mais B”, que o cantor era mesmo um dedo-duro juramentado. Afinal, no tal documento inédito, o próprio Simonal assumia suas ligações pra lá de perigosas.

Então tá ! Só que existem alguns probleminhas no “raciocínio” do “jornalista”.

Em primeiro lugar, o documento inédito não é inédito. Ao tentar se defender da acusação que teria sido mandante do seqüestro do seu ex-contador, Simonal (orientado pelos seus advogados, segundo depoimento da própria vítima, no documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, meu, de Micael Langer e Calvito Leal) afirmou que havia prestado queixa anterior de supostas ameaças terroristas e, por isso, tinha pedido que o DOPS investigasse.

O que o tal documento usado como base na imensa reportagem do caderno Mais diz é, mais ou menos, isso: Simonal tenta tirar o corpo fora do imbroglio policial que se meteu, dizendo que era alvo constante dos subversivos, porque ele simpatizava com o regime de 64 e acreditava que o DOPS poderia ajudá-lo, já que aquele órgão também atuava no meio artístico, à procura de opositores, etc e tal… por isso, ele emprestou o seu carro (um Opala) para a ajudar nessa “operação”.

Nosso documentário, inclusive, exibe duas matérias, publicadas pela grande imprensa da época com as manchetes “Terror ameaça Simonal” e “Simonal se diz de direita e com bom serviços prestados à Revolução”.

Quando fui procurado pelo autor da já citada reportagem (“O Informante”), seu tom era grave. Ele havia descoberto documentos, tinha tido acesso a mais de 600 páginas, lido vários depoimentos que acusavam Simonal e, o mais importante, num documento (o tal) anterior ao caso do seqüestro de Rafael Viviani (o contador), o “Rei da Pilantragem” assume que tinha vínculos com o DOPS.

Respondi que conhecia direitinho as tais 600 páginas, já que possuo cópias do processo inteiro há mais de 5 anos e que não lembrava mesmo de nenhuma menção com data anterior ao seqüestro. Mário, com a maior cara de pau, me afirmou que o documento foi lavrado às 15 horas do mesmo dia em que Viviani seria seqüestrado (às 23 horas).

A princípio não entendi. Disse pra ele que, exatamente, pela coincidência do dia, isso provaria o oposto. Que o tal depoimento comprometedor tinha a maior cara de ser meio “construído”, ser alguma espécie de álibi, de história de cobertura. Simonal, pra dar coerência à sua linha de defesa, apresenta uma queixa dada anteriormente (que também poderia ser “fabricada a posteriori”). Ou seja, o tal documento não é anterior ao caso do seqüestro, ele é parte tão fundamental do mesmo que o próprio Simonal o divulga, na grande imprensa, em 1971.

Também perguntei ao “jornalista”, já que ele estava tão interessado nos aspectos jurídicos do caso, se ele não tinha lido o arrazoado do Juiz ao proferir a sentença que condenou Simonal. Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, não era da competência dele avaliar atos que poderiam ser de “segurança nacional”, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses pra ele.

Essa questão não seria um pouco mais intrigante para um jornalista? Se Simonal pertencesse, de fato, a algum mecanismo de repressão em plena “Era Médici”, porque ele não teve nenhuma proteção ? Seu caso foi o único processo que envolveu agentes do DOPS, tortura, prisão ilegal, que saiu em toda mídia da época. No período de censura mais dura, Simonal apanhou sem ser socorrido. Para um cara que era “amigo dos hômi” ele não foi uma presa fácil demais ?

Lendo os depoimentos do processo, testemunhos de defesa e acusação no julgamento, fica-se com a nítida impressão de uma grande confusão, uma vendeta boçal que degringolou. O improviso e precariedade das argumentações servem mais para provar a grande quantidade de estupidez envolvida, do que para jogar luz em possíveis ligações políticas bizarras.

Exatamente, por acharmos que esse era um terreno pantanoso demais para semearmos certezas, que, no nosso documentário, nesse momento do julgamento e das acusações policiais, passamos para uma montagem mais fragmentada, mais confusa. Nunca quisemos julgar. Nunca nos motivou conseguir a redenção, nem provar a culpa do ex-ídolo nacional. Nunca tivemos certeza onde íamos chegar. Apenas seguimos as pistas.

Procuramos, achamos e demos voz, pela primeira vez, a Rafael Viviani. Apesar do “jornalista” ironizar o fato que achou com muita facilidade o contador (se era tão fácil porque o contato só foi feito 5 anos depois que nós o encontramos ?), fomos nós que o ouvimos com todo respeito e também fomos os únicos a mostrar que Simonal tinha, realmente, cometido um crime bárbaro, uma violência condenável.

E ele foi condenado. Merecidamente. Por esse crime.

Mas a argumentação fajuta, citando promotores e juízes (e depois desmentindo en passant centenas de linhas depois) que, na época, a justiça aceitou as provas que ele era informante ou colaborador é outra enorme cascata. Só pra explicar, Simonal não poderia ter sido condenado por ser informante, simplesmente, porque isso não é crime. E mais, se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado.

Mas veio a anistia, né? Já passaram uns 30 anos. Pois é, mas a lei só vale para um lado, não é verdade?Para os amigos, anistia e indenizações, para os inimigos (os que não forem aliados de ocasião) , a danação eterna.

Nosso filme nunca teve como ponto de partida, nem de chegada, essa questão mais óbvia. Nossa (dos diretores) melhor pergunta nunca foi se ele era ou não era dedo-duro. Preferimos outras.

Por que um “crime” (delação), que além de não ser crime e de ser, praticamente, impossível de provar, não prescreve nunca? Por que, depois de décadas, de esquecimentos, perdões e mudanças de conjuntura a pergunta que todos fazem é se “ele era ou não era”?

Não fica meio subentendido que “se ele fosse” então era merecedor de todo castigo e muito mais? Delatar é a coisa mais imperdoável que um ser humano pode fazer?

Além disso, naquela época a luta era, realmente, entre democratas X autoritários? Os que queriam pluralidade, diversidade de opiniões, liberdade de expressão não eram, na verdade, minoria? No espectro político-ideológico da época quem, ao alcançar o poder, não queria prender e eliminar opositores? Quantos, em nome da luta contra a ditadura, tinham seus próprios projetos totalitários e defendiam com ardor (e também com posters e camisetas) genocidas de vários calibres?

E voltando ao velho Simona e a questão dele ser um famigerado colaborador da ditadura. Era, realmente, justo se esperar que um negro, pobre, favelado tivesse a mesma percepção dos “anos de chumbo”, quanto alguém com formação universitária, classe média alta, etc e tal?

Ditadura é quando são caçadas liberdades individuais, quando o estado policial invade domicílios, dilacera famílias, prendendo e barbarizando ao seu bel prazer? Pra quem é preto-pobre-favelado isso é sempre. Isso é hoje. Como entender que a pior época do país é, justamente, quando se possui as maiores liberdades individuais que já se teve na vida?

Algumas (poucas) pessoas (entre elas, o “jornalista” Magalhães), nos perguntaram, desconfiadas, qual era a nossa “real” motivação, por que falar desse caso? Sempre respondemos: “por que não falar ?”. Sempre acreditamos que tínhamos descoberto um tesouro: uma grande história, praticamente inédita. Portanto, precisávamos contá-la. Por isso, procuramos depoimentos antagônicos, checamos fontes, pesquisamos anos, levamos mais de 40 semanas editando. Trabalhamos duro, mas fizemos um bom filme. E, de quebra, fizemos também jornalismo de verdade.

Enviado por Rosangela

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Maxi López nega racismo e é liberado; polícia instaura inquérito

- Registramos aqui nossa indignação, essa materia deveria estar nas paginas policias e não de esporte!
reproduzimos na integra.E gostariamos de saber sua opnião.
Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte
Após a vitória do Cruzeiro por 3 a 1 sobre o Grêmio, nesta quarta-feira, no Mineirão, pela semifinal da Copa Libertadores, o volante do time mineiro Elicarlos acusou o atacante argentino da equipe gaúcha, Maxi López, de ter cometido ofensas racistas durante a partida. Em consequência da acusação, policiais civis e militares cercaram o ônibus da delegação gremista, com o objetivo de tomar o depoimento do jogador do clube gaúcho. Isso foi feito ainda no Mineirão e, por volta de 1h50, o jogador deixou a delegacia sem dar declarações.
Elicarlos alega que Maxi López o chamou de "macaco". "Fui atrasar o jogo do time do Grêmio, o atacante Maxi López me chamou de macaco, eu e o Wagner partimos para cima dele. Ele falou isso para mim", relatou o jogador do Cruzeiro.

Depois de negar, em depoimento prestado à delegada Roseli Barcelos Neves, ter chamado o volante Elicarlos de "macaco", como acusou o jogador celeste, o atacante argentino Maxi López, do Grêmio, foi liberado para deixar o Mineirão. De acordo com o também delegado de polícia Daniel Barcelos será instaurado o inquérito policial para investigar se houve realmente o crime de injúria qualificada.Ele informou que Elicarlos, em seu depoimento, confirmou a acusação feita ainda durante o jogo em que o Cruzeiro venceu o Grêmio, por 3 a 1, saindo à frente na disputa por vaga na final da Libertadores. "Ele manteve a versão dele de que foi chamado de macaco e o jogador Maxi López negou veemente qualquer tipo de expressão nesse sentido", contou.
Ao deixar a delegacia de polícia civil do Mineirão, a 1h50 da madrugada de quinta-feira, após o depoimento prestado à delegacia Roseli Baeta Neves pelo atacante Maxi López, acusado de racismo pelo volante celeste Elicarlos, no jogo entre Cruzeiro e Grêmio, o técnico Paulo Autuori confirmou ter recebido "voz de prisão".
Paulo Autuori procurou minimizar o fato. Indagado sobre o motivo da sua prisão, o treinador foi objetivo. "Não sei e nem quero saber. Não sou um vagabundo, criminoso", afirmou o técnico do Grêmio, para quem está tudo resolvido.
Daniel Barcelos disse que Paulo Autuori em algum momento se exaltou, mas, no entendimento da delegada Roseli Neves optou por relevar. "Ela entendeu como mero desabafo, que não configuraria infração penal", explicou o delegado.
Segundo ele, a presença de todos os jogadores do Grêmio na delegacia se deveu ao fato de Maxi López ter colocado os atletas à disposição da Polícia Civil de Minas Gerais para serem ouvidos como testemunha de defesa. O policial disse que o atacante argentino está liberado para seguir normalmente a Porto Alegre.
"A investigação prosseguirá, se necessário for, será expedida carta precatória para que ele seja ouvido. Não há em se falar em indiciamento. O que temos neste momento é a versão de um jogador contra a versão de outro, estamos iniciando a investigação que será concluída e ao final é que poderá se falar em indiciamento", comentou.
Daniel Barcelos explicou que a Polícia Civil entendeu ser situação complicada para se fazer prova imediata. "Poderíamos ouvir todos os jogadores do Cruzeiro e todos os do Grêmio, seria a palavra de 11 do Cruzeiro contra 11 do Grêmio, entendemos por bem não se necessário nesse momento", destacou.
Falta seriedade
Paulo Autuori disse ainda esperar que o Cruzeiro não espere um clima ruim no jogo da volta em Porto Alegre, na próxima quinta-feira. "Os responsáveis por isso é que devem estar preocupados, porque infelizmente já vimos esse filme, já vimos esse filme em São Paulo, não deu em nada, muita gente apareceu, acabou tudo como tudo acaba no Brasil", comentou Paulo Autuori, que já comandou o Cruzeiro por três vezes, sendo campeão da Libertadores, em 1997, pelo time celeste.
Segundo o treinador, o Brasil precisa ser mais sério. Ele disse que não conversou com Maxi Lopes, por ter tido tempo para nada, mas observou que situações de racismo acontecem rotineiramente no Brasil. "Temos mais coisas sérias para tratar", afirmou Autuori. Quando citou o caso de São Paulo, ele se referiu à denuncia de Grafite, então jogador do São Paulo, contra Desábato, em jogo com o Quilmes, pela Libertadores de 2005.
O supervisor do Cruzeiro, Benecy Queiroz, que acompanhou Elicarlos à delegacia, procurou tranquilizar a situação. "Nosso advogado conduziu o processo adequadamente, a polícia ouviu a posição e vamos aguardar agora o resultado. A diretoria do Grêmio entendeu a posição, o Paulo Autuori e a gente espera que tudo se resolva em paz", observou. Para Benecy Queiróz, a fala de Maxi López pode ser atribuída a um "momento impensado".
O diretor de futebol gremista, André Krieger, criticou duramente a Elicarlos. "É uma mentira deslavada desse menino, produção ridícula de um fato. Coisa dessas raposas velhas que comandam o Cruzeiro, forjando uma queixa", afirmou.
Luiz Onofre Meira, assessor do departamento de futebol do Grêmio, observou que o clima que cercou o caso não conduz com uma competição de futebol. "Tivemos de passar por um clima de insegurança, de incompreensão, os policias usando de uma agressividade fora do comum, inclusive com situações de puxarem armas e até mesmo algemando nosso segurança que tentava contornar a situação. Isso é lamentável, que ocorra uma situação dessas entre o Grêmio e o Cruzeiro", afirmou.
Depois que Elicarlos registrou queixa de racismo contra Maxi López, policiais civis e militares cercaram o ônibus do Grêmio, que foi impedido de deixar o Mineirão, e entraram no ônibus. Depois de um impasse, e Maxi López acompanhado de todos os seus companheiros, do técnico Paulo Autuori e de dirigentes do clube se dirigiram à delegacia instalada no estádio. O jogador foi ouvido e liberado em seguida.
Segundo Luiz Onofre, o Grêmio vai para Porto Alegre consciente de que procedeu da melhor forma possível. "Buscamos o diálogo e esperamos que para quinta-feira a gente resolva esta situação dentro de campo e que o Grêmio saia de campo classificado", comentou.
"O Máxi não precisou nos falar absolutamente nada, o que nós vimos foi que aconteceu um desentendimento que é absolutamente normal dentro de um jogo. O que nós vimos foi o Maxi ser agredido por jogadores do Cruzeiro, com a conivência do árbitro auxiliar que não tomou nenhuma atitude", protestou o assessor gremista. Ao chegar no Hotel Ouro Minas, onde a delegação está hospedada, Maxi López subiu imediatamente ao seu apartamento, sem dar nenhuma declaração à imprensa.

E aí o que você acha?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Poema de sete faces

Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser
gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos , raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo,
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Prêmio Viva Leitura 2009 recebe inscrições

Estão abertas as inscrições para a edição 2009 do Prêmio Vivaleitura, que tem como objetivos estimular, fomentar e reconhecer experiências relacionadas à leitura.

São avaliados os trabalhos em prol da leitura desenvolvidos por instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do Brasil inteiro. As inscrições podem ser feitas em três categorias distintas: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e sociedade, categoria que abrange empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais.

Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 30 mil. Para este ano, na categoria “Sociedade”, o regulamento prevê uma menção honrosa que poderá ser concedida a projetos realizados por empresas ou universidades.

O Vivaleitura é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), dos ministérios da Cultura e da Educação, com realização e patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de julho, por meio do site:www.premiovivaleitura.org.br, ou por carta registrada, com aviso de recebimento (Caixa Postal 71037-7 - CEP 03410-970 - São Paulo – SP). Os finalistas serão anunciados em outubro e a premiação está prevista para acontecer em novembro. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7700987. As ligações são gratuitas.

Enviado por Rosangela

segunda-feira, 22 de junho de 2009

WORKSHOP DE MAQUINARIA GRATUITO

Tendo em vista a necessidade de formação, aperfeiçoamento e reciclagem constante na área de cinema, a JAGUATIRICA CINEMA E FOTOGRAFIA, realizará em 27 de junho das 9 as 17 h, de workshop gratuito.
O workshop será orientado por MUSH EMMONS, Fotografo e Diretor de Fotografia, com ampla experiência no Brasil e no Exterior e dirige-se aos técnicos que já operam no mercado. Vagas limitadas a 20 pessoas.

Informações e fichas de inscrição pelo email:
claudia @jaguatiricacine.com


JAGUATIRICA CINEMA E FOTOGRAFIA
Tel 71-3247-8586
www.jaguatiricacine.com

CURSO DE CINEMA - CINEMA TOTAL

PRODUÇÃO, ROTEIRO E DIREÇÃO
Carga Horária: 60 horas

DOCENTE: WALTER WEBB

Cineasta premiado em Cannes e com mais de 50 anos de experiência no ramo cinematográfico. Participou de dezenas de filmes de curta e longa metragem, além de uma grandiosa passagem no cinema de publicidade. Trabalhou com nomes de peso internacional como Francis Ford Coppola, John Boorman, Roberto Faenza, Nicholas Ray, Anthony Mann, entre outros... Ao lado de Glauber Rocha, Roberto Pires e Rex Schindler, participou ativamente do movimento que originou o Cinema Novo. Atualmente ministra cursos sobre Cinema no Brasil e exterior.
OBJETIVO:
O curso visa fornecer uma formação básica e prática das linguagens e técnicas do cinema e do vídeo, com temas que abordam todas as fases de uma produção cinematográfica. Ao final do curso os alunos realizam um vídeo a partir de roteiro desenvolvido em aula.
CONTEUDO:
curso segue uma sequência que é dividida em módulos:
Módulo I – Produção
O Produtor / Produção Executiva / Direção de Produção / Planejamento / Logística / Linguagem / Planos / Decupagem / Orçamento Detalhado/ Leis do Incentivos Audio-visuais/ Lei Rouanet.
Módulo II – Roteiro
Plot / Story Line / Argumento / Escaleta / Tratamentos / Roteiro Desenvolvido / Sequenciado / Técnico / Decupado / Tópico / Tonal / Hipnótico / Linguagem: O que dizer, a quem dizer e como dizer.
Módulo III – Direção
O Diretor de Cinema / Objetivas / Conceitos de Direção / Estética / Enquadramento / Narrativa Cinematográfica / Iluminação e Fotografia.
Workshop e Prática em Estúdio - 01 Dia
Com o Diretor de Fotografia MUSH EMMONS.

WORKSHOP GRATUITO sexta-feira, 24 de julho as 19.30 hs

Necessário reserva. Tel 71 3247-8586

Workshop de Produção, Roteiro e Direção, com o produtor e diretor Walter Webb, que além de considerações sobre o cinema atual, apresentará a pauta do Curso. Após, será exibido o filme MENIL MONTANT, de Dimitri Kirzanov, considerado um dos melhores filmes do século 20.

27 de julho a 23 de agosto, 2009
Turma A: 60 horas segunda a sexta - das 14 as 18 h
Turma B: 60 horas segunda a sexta - das 19 as 22 h
Turma C: 60 horas sábados e domingos 0l e 02, 08 e 09, 15 e 16 de agosto - das 10.30 as 18 h
TRABALHOS FINAIS
Todas as Turmas: sábado e domingo - 22 e 23 de agosto

CUSTO: R$675,00 R$ 675,00 - À Vista
R$ 708,00 - 02 Parcelas de R$ 354,00,00 Inscrições e reservas: JAGUATIRICA CINEMA E FOTOGRAFIA

claudia @jaguatiricacine.com TEL 71 3247-8586 Enviado por Alba

Superstições todo-poderosas




Saiba a origem de algumas das crendices mais populares e - pé de pato, mangalô, três vezes! - o modo como elas influenciam nossa vida até hoje

Por.: Sheyla Miranda -
Revista Mundo Estranho - março de 2009

Quem nunca bateu na madeira três vezes para afastar o azar que atire a primeira figa, patuá, ferradura ou outro amuleto que o valha! As superstições existem desde que o homem se entende por homem. Embora não haja comprovação científica de que realmente funcionem, crendices de toda sorte resistem até hoje. E, acredite, elas podem não só ter influenciado como garantido a própria evolução humana. "Nos primórdios, indivíduos que faziam associações entre causa e efeito, mesmo sem embasamento racional - ou seja, eram supersticiosos -, tinham mais chance de sobrevivência", diz o biólogo americano Kevin Foster, da Universidade Harvard. "Algumas dessas associações acabaram protegendo esses indivíduos de certos perigos." Por exemplo: sempre que ouvia um barulhão na floresta, um grupo que imaginava se tratar da aproximação de predadores ou de demônios acabava fugindo dali. Na maioria das vezes, era apenas um estrondo qualquer, como o som de trovões. Porém, quando se tratava de fato da aproximação de um bando de leões, os "supersticiosos" já não estavam ali para virar comida. Ao longo dos séculos, essa mania de fazer relações entre causa e efeito teria se arraigado em nosso comportamento. "Um atleta supersticioso, que recorre a um amuleto antes de competir, se sente mais confiante e pode se sair melhor. Caso esqueça o talismã, pode ficar inseguro e ter um desempenho ruim", diz o professor Antônio Carlos Pereira, do Departamento de Psicologia da PUC-SP. Veja a seguir como surgiram algumas das superstições mais populares do mundo. E - toc, toc, toc - boa sorte!


QUEBRAR ESPELHO DÁ AZAR

Entre os antigos gregos, um popular método divinatório consistia em usar uma tigela com água para refletir a imagem da pessoa que queria saber sobre seu destino. Se, durante a consulta, o recipiente caísse e quebrasse, era sinal de que a pessoa morreria ou teria dias nebulosos pela frente. Os romanos adaptaram o oráculo grego e acrescentaram que o infortúnio se prolongaria por sete anos, tempo que duraria cada ciclo da vida. Quando os primeiros espelhos de vidro surgiram, ainda na Idade Média, a superstição passou também a ter função econômica: como eram objetos muito caros, os empregados eram avisados de que quebrá-los dava azar.


TREVO-DE-QUATRO- FOLHAS DÁ SORTE

Acredita-se que os primeiros a usar o trevo-de-quatro-folhas como talismã tenham sido os druidas, antigos sacerdotes celtas, ainda no primeiro milênio a.C.: quem tivesse uma dessas plantinhas conseguiria enxergar demônios na floresta e, assim, escapar deles. O poder do trevo viria de sua raridade na natureza - em geral ele tem apenas três folhas. Além disso, o quatro era tido como um número cabalístico: são quatro as estações do ano, os pontos cardeais, os elementos alquímicos (água, ar, fogo e terra) e as fases da Lua.


NÃO PASSAR DEBAIXO DE ESCADA

De acordo com uma das teorias sobre a origem desta superstição, ela viria da associação entre o dogma cristão da Santíssima Trindade, que jamais deveria ser violado, e o triângulo formado pela sombra de uma escada encostada numa parede. Passar debaixo da escada seria como profanar o triângulo sagrado, um pecado gravíssimo e de consequências funestas. Outra hipótese é a de que a crença tenha surgido na Europa medieval, por causa dos ataques aos castelos. Como os invasores utilizavam escadas encostadas nos muros para invadir as fortalezas, a principal defesa era derramar óleo fervendo sobre os inimigos. Ou seja, quem estivesse debaixo da escada podia receber um banho fatal.


ORELHAS FERVENDO

Não se sabe ao certo quando surgiu a crença de que, se alguém estiver falando mal de você, suas orelhas "pegarão fogo". Mas, ainda em meados do século 1, o historiador romano Plínio, o Velho, tentou achar uma explicação. Para ele, a origem da superstição estaria ligada à ideia, difundida na época, de que no ar existiria uma espécie de "mercúrio universal", substância que permitiria a transferência de energia entre pessoas. Assim, quando alguém fala de você, mesmo estando a léguas de distância, as palavras acabam chegando a seus ouvidos. Seja como for, caso sinta as orelhas quentes, não custa nada saber qual a receita para contra-atacar o falatório alheio: basta morder de leve o dedo mindinho da mão esquerda para que o fofoqueiro dê uma baita mordida na própria língua!


GATO PRETO DÁ AZAR

Devido a seus hábitos notívagos, os gatos, principalmente os negros, eram associados às forças ocultas e à feitiçaria na Europa medieval: para muitos, os felinos seriam o disfarce usado pelas bruxas em suas andanças noturnas. Os bichanos pretos eram tão malvistos que, no século 15, o papa Inocêncio VIII - pasmem! - os incluiu na lista dos perseguidos pela Inquisição. Birutices à parte, um estudo realizado no ano 2000 pelo Hospital de Long Island, em Nova York (EUA), revelou que pessoas que têm gatos pretos em casa são quatro vezes mais vulneráveis a sintomas de alergia do que os que criam felinos de cor clara. Isso porque os bichanos pretos têm na pele maior quantidade de um tipo de proteína que pode agravar as reações alérgicas em humanos.


LEVANTAR COM O PÉ DIREITO

Entre os povos da Antiguidade, o lado direito era mais bem-visto que o esquerdo, considerado maldito. Os romanos, por exemplo, faziam previsões observando a trajetória dos pássaros: se voassem à esquerda, trariam dias de mau agouro. Com a difusão do cristianismo, a fama do lado esquerdo piorou ainda mais, já que, segundo a tradição cristã, os eleitos de Deus permaneciam sempre à Sua direita. Com isso, passaram-se os séculos e começar o dia levantando com o pé direito virou sinônimo de boa sorte. "Trata-se de um típico caso de autossugestão. Caso levante com o pé esquerdo, a pessoa já se sente vulnerável, acha que vai acontecer algo ruim e, com isso, acaba se atrapalhando ao longo do dia", diz o professor de psicologia Antônio Carlos.


BATER NA MADEIRA

O costume de dar umas pancadinhas na madeira para espantar o azar já existia entre vários povos antigos, como os índios do continente americano. O hábito devia-se à crença de que as árvores eram a morada dos deuses: sempre que alguma culpa os afligia, os homens batiam no tronco para pedir perdão. Outra possível origem para a superstição liga-se aos druidas, os sacerdotes celtas, que davam seus toques-toques nos troncos para afugentar os maus espíritos por crer que as árvores mandavam os demônios de volta às profundezas.


A MALDITA SEXTA-FEIRA 13

A má fama da data está ligada a dois mitos nórdicos. Segundo o primeiro, Loki, o deus do mal, penetrou na morada dos deuses, onde rolava um banquete para 12 divindades, e acabou matando o amado deus Balder. A partir daí, o número 13 virou sinônimo de desgraça. Outro mito conta que, quando os nórdicos se converteram ao cristianismo, a formosa deusa do amor, Friga - cujo nome deu origem à palavra Friday ("sexta-feira", em inglês) - foi transformada em bruxa e exilada numa montanha. Para dar o troco, ela passou a se reunir às sextas-feiras com 11 bruxas e o demônio - num total de 13 participantes - para amaldiçoar os homens. Para reforçar a crença, a Bíblia fala da reunião de 13 pessoas na Última Ceia, às vésperas da crucificação de Jesus, que se deu numa sexta-feira. A urucubaca em torno da data é tão grande que, segundo estudo da seguradora britânica Norwich Union, o número de acidentes nas sextas-feiras 13 é maior do que em qualquer outro dia: temerosas com a data, as pessoas ficariam mais nervosas ao volante. Detalhe: o aumento no índice de batidas é de - adivinhe - 13%!


O mapa da superstição

As crendices para se dar bem mundo afora

• Nos EUA, quando alguns sujeitos veem um gato caolho, cospem no dedo polegar, o esfregam na palma da mão e fazem um desejo. Eles garantem que funciona

• Na Islândia, se uma mulher grávida beber de um copo trincado, está correndo sérios riscos de ter um filho com lábio leporino

• Em Roma, na Itália, cruzar com um grupo de freiras é sinal de extrema má sorte. Para superar o azar, as pessoas tocam as próprias partes íntimas

• Na virada do ano, é costume na Rússia queimar um papel com um desejo escrito, colocar as cinzas num copo de champanhe e, então, tomar a bebida

• Na Bolívia, bonecos de argila recheados com dinheiro ou outras coisas atrairiam esses objetos para os donos. Basta que um cigarro colocado aceso na boca dos bonecos seja "fumado" até o final

• Em Malta, as igrejas com duas torres têm um relógio afixado em cada uma delas, só que os dois mostram horários diferentes. Isso é feito para o Diabo não saber a hora certa da missa

• Na Tailândia, quase todas as lojas são enfeitadas com um pênis de madeira, símbolo de fertilidade e riqueza. Os objetos - alguns com até 2 metros de comprimento! - também decoram templos

• Para ter namorado no Japão, as moças escrevem o nome do sujeito no braço esquerdo e cobrem com um pedaço de esparadrapo por três dias. Após uma semana o cidadão estaria caído de amores pela garota

Fonte:Revista Mundo Estranho - www.mundoestranho.com.br

Escola do País é dominada por preconceitos, diz estudo


Segundo materia do jornal Estado de São Paulo...

O preconceito está presente entre estudantes, pais, professores, diretores e funcionários das escolas brasileiras. As pessoas com deficiência, principalmente mental, seguidas de negros e pardos são as que mais sofrem com esse tipo de manifestação. Foi comprovada pela primeira vez uma relação entre preconceito e o desempenho na Prova Brasil, cujas notas mais baixas estão onde há maior hostilidade ao professor. Essas conclusões estão no estudo feito a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, órgãos do Ministério da Educação (MEC).

Os dados deste estudo inédito foi realizado em 501 escolas com 18.599 estudantes, pais e mães, professores e funcionários da rede pública de todos os Estados do País. A principal conclusão foi de que 99,3% dos entrevistados têm algum tipo de preconceito e que mais de 80% gostariam de manter algum nível de distanciamento social de portadores de necessidades especiais, homossexuais, pobres e negros. Do total, 96,5% têm preconceito em relação a pessoas com deficiência e 94,2% na questão racial.

“A pesquisa mostra que o preconceito não é isolado. A sociedade é preconceituosa, logo a escola também será. Esses preconceitos são tão amplos e profundos que quase caracterizam a nossa cultura”, afirma o responsável pela pesquisa, o economista José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA).

Segundo Daniel Ximenez, diretor de estudos e acompanhamento da secretaria, os resultados vão embasar projetos que possam combater preconceitos que a escola não consegue desconstruir. “É possível pensarmos em cursos específicos para a equipe escolar. Mas são ações que demoram para ter resultados efetivos.

Enviada por Ana Paula

II Conapir reúne órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial


Realiza-se entre quinta-feira e domingo, 25 a 28/6, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília-DF, a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II Conapir), coordenada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Cnpir). A abertura solene da Conferência está marcada para as 18 horas de quinta-feira, 25/6, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

A Conferência terá seis eixos centrais: Terra; Educação; Trabalho e Renda; Segurança e Justiça; Saúde; e Políticas Internacionais. Os 1.326 delegados/as - eleitos/as em etapas municipais, regionais, estaduais e na Plenária Nacional de Comunidades Tradicionais - estarão reunidos/as diariamente entre 9 e 18 horas, para o debate das propostas encaminhadas à Comissão Organizadora. O relatório final da II Conapir será apresentado e votado na plenária final, no domingo, dia 28, entre 14 e 18 horas.

Na segunda-feira 22/6, antecedendo a II Conapir, a assessora internacional da Seppir, Magali Naves, fala sobre políticas públicas para o combate a todas as formas de discriminação, com especial atenção para os países africanos, da América do Sul e Caribe, a partir das 18 horas, na segunda Conferência Virtual. Na mesma seção da página da II Conapir na internet, é possível ter acesso ao texto resultante do primeiro bate-papo virtual, realizado em 2 de junho, com o subsecretário de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir, Alexandro Reis, que falou sobre questões de interesse dos/as quilombolas, comunidades de terreiros, povos indígenas e de etnia cigana.

Enviado por Ana Paula

Seppir promove seminário sobre dados da população afrodescendente das Américas

A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) promove na terça e quarta-feira, 23 e 24/6, no auditório do Hotel Mercure em Brasília-DF, o "Seminário internacional de dados desagregados por raça e etnia da população afrodescendente das Américas", para discutir ações para a inclusão de dados específicos sobre raça e cor nos censos, que serão realizados entre 2010 e 2012 pelos países das Américas.

O evento é realizado em parceria com institutos de pesquisa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e tem o apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O programa do seminário consta da matéria "Censos demográficos e raça nas Américas são temas de encontro organizado pelo governo brasileiro e Nações Unidas", publicado pela Unifem. A Seppir também divulgou nota sobre o evento.

Brasília sedia o II Encontro Nacional "Pensando Gênero e Ciências"

Realiza-se entre quarta e sexta-feira, 24 a 26/6, no Naoum Plaza Hotel em Brasília-DF, o "II Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa - Pensando Gênero e Ciências", promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). O tema do encontro é "Institucionalização dos estudos feministas, de gênero e mulheres nos sistemas de Educação, Ciência e Tecnologia no País". Na abertura do evento, às 18 horas de quarta-feira (24), serão entregues o 4º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero e o 3º Prêmio Margarida Alves na categoria Ensaio Acadêmico.

 


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Instituto Maria Preta

domingo, 21 de junho de 2009

Blogs fazem pessoas escreverem mais e pior, diz Saramago



da Efe, em Buenos Aires

O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet "está se escrevendo mais, embora pior". "A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve", disse Saramago em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino "Clarín".

28.nov.2008/Tuca Vieira/Folha Imagem
"Cuido de um post como de um romance", afirma o escritor português José Saramago
"Cuido de um post como de um romance", afirma o escritor português José Saramago

O escritor português reuniu os artigos publicados durante os seis primeiros meses de sua atividade como blogueiro em "Caderno de Saramago", um livro vetado na Itália por Silvio Berlusconi e que reflete o espírito crítico de seu autor.

"Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance", disse o Nobel português, de 86 anos e que apresentará o livro em um encontro com blogueiros aberto a internautas de todo o mundo, no próximo dia 25, em Lisboa.

Quanto a seu blog (http://caderno.josesaramago.org/), o escritor disse que não destina ao espaço "nenhuma ideia em particular", para depois expressar que "os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo".

"Aqueles que me leem sabem que podem encontrar-se a cada dia diante de algo totalmente inesperado", reforçou Saramago, que respondeu às perguntas do diário argentino por e-mail da Espanha, onde mora.

O autor de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" também sustentou que não teve de lidar com a situação de criar textos que tivesse medo de publicar, e avaliou que "se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve".

enviada por Maria Fernanda

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