quinta-feira, 30 de abril de 2009

30 anos do Olodum


Historia e arte na Bahia

Olodum é uma palavra de origem Yorubá que no Candomblé significa Deus dos deuses ou Deus maior (Oldodumaré), este é o nome do bloco afro que a trinta anos fomenta, através da sua música e projeto cultural o samba reggae, a cidadania e a luta contra toda e qualquer forma de discriminação racial.
O Bloco Afro olodum foi fundado em 25 de abril de 1979 por moradores do Marciel (Pelourinho) que pretendiam participar de forma organizada do carnaval de Salvador. Assim como outros blocos afros da Bahia que surgiram na década de 1970, uma vez que, não existia uma expressão cultural do seguimento afro na época, moradores como Carlos Alberto Conceição, Geraldo Miranda, José Luiz Souza Máximo, José Carlos Conceição, Antônio Jorge Souza Almeida, Edson Santos da Cruz, Francisco Carlos Souza Almeida criaram o Bloco afro.
Ao longo da sua trajetória o bloco tem atuado no cenário musical nacional e internacional com canções que são o retrato da militância do Movimento Negro Brasileiro. A ONG Bloco Afro Olodum é composta por uma banda e uma escola que desenvolvem diversas atividades com o objetivo de resgatar a auto-estima da comunidade do Pelourinho e fortalecer o protagonismo juvenil. Isto é realizado através da valorização da diversidade da cultura negra na Bahia, no Brasil e suas expressões no mundo.
Ontem ás 18h, no Plenário Cosme de Farias da Câmara Municipal de Salvador, através da iniciativa da vereadora Olívia Santana, o Bloco Afro Olodum foi homenageado pois, são trinta anos de samba reggae e compromisso social com a comunidade negra soteropolitana.
Acompanhem a entrevista concedida pelo presidente do Bloco Afro Olodum João Jorge Rodrigues especialmente para o Instituto Cultural Maria Preta
A indicação do seu nome por Carlinhos Brown no Troféu Dodô e Osmar para ser futuro governador da Bahia foi apenas uma provocação ou você está pensando na possibilidade de candidatar-se ao governo do estado?
João Jorge: Foi uma provocação necessária à Bahia, ao movimento negro, e à sociedade, não há mais como evitar a mudança de algo que só existe na Bahia, que é o domínio de uma minoria branca sobre uma maioria negra. Nós negros precisamos ser mais que eleitores. Precisamos ser cidadãos que também podem ser eleitos. Isto será decisivo agora para a Bahia.
Trinta anos de samba reggae , cidadania e resistência. Conta um pouco da sua experiência neste trabalho com o Bloco Afro Olodum?
JJ: Foi maravilhoso mudar uma sociedade pela luta, pelos sonhos, pela arte, pela cultura e por um conjunto de idéias do movimento negro. Somos uma grande vitória do movimento negro brasileiro, porém ainda temos muito que fazer para trazer a felicidade e a paz para as pessoas negras e mestiças da Bahia.
Na próxima eleição estadual a sua candidatura ao governo do estado da Bahia seria uma excelente resposta para a polêmica do Berimbau em 2008. Você concorda?
JJ: Não. A candidatura de uma pessoa negra é uma resposta do movimento negro à injustiça e a necessidade de um projeto político, autônomo, gerencial, que leve em conta as demandas de desenvolvimento dos baianos, independente da cor e da origem. Que ela possa ser mais que uma peça promocional da igualdade efetiva. O caso do professor da Faculdade de Medicina foi mais um ato de racismo institucional, que não vamos resolver dando resposta a ele ou à Faculdade de Medicina. Lutamos contra um sistema e não contra pessoas, nem contra a cor da pele delas, lutamos por justiça. Somos a alternativa, a tudo que a Bahia viveu em 510 anos, pois até agora prevaleceu a lógica da opressão, nossa lógica é igualdade e sociedade justa. O Olodum merece um destaque no Brasil pela garra, coragem e sabedoria de construir algo que é um patrimônio de todos nós.
Fonte: Você Repórter - Ana Paula Fanon

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Semana Martin Luther King - Por Saionara

É isso ai amigos Maria Preta´, sou fã de vcs.É de iniciativas como essas que abrem espaços para refletir, Que tipo de diálogos acontecem em nossa sociedade que melhorem a vida da comunidade negra, mestiça ou do branco pobre brasileiro? Quais liçoes podemos extrair de negros que lutaram e lutam por igualdade social e economica?Na música, na literatura, na dança, na medicina ou em qualquer outro encaminhamento, o importante é assumir que a sociedade brasileira é desigual e por mais "progressos" que tenhamos a distância ainda é muito grande entre pobres e ricos. Os exemplos que vemos e ouvimos na mídia de negros que vencem ainda são raras exceções infelizmente.Muitos negros têm estudado, fazem graduação, pós-graduação lutam e lutam e não vêm grande oportunidades surgindo, pelo contrário existe um mercado explorador e cruel.Deixo aqui um pouco da minha indignação, sem nunca deixar de acreditar que minha chance vai chegar.
Saionara

terça-feira, 28 de abril de 2009

Semana Martin Luther King - Por Tonho Matéria


Muito bom saber desse ato, mesmo intuitivamente estou promovendo debates dentro dos treinos de capoeia sobre esse olhar e reflexão de M. Luther King. O sonho dele é agora transformado em missão. E juntos, de pouquinho em pouquinho vamos escrevendo novos sonhos.Essa semana numa palestra que ministrei, eu falei sobre novos bocoites, já que empresas não patrocinam ações negras nós vamos deixar de usar seus produtos. Mas, estamos na Bahia e esse sonho vai demorar.O rádio é o meio que mais influencia as comunidades carentes, essas, são bombardeadas de músicas (jingles) que por muitas vezes descontrói a base social. Já está na hora de darmos um não a má informação, vamos usar o sonho de Luther King para a contrução cidadã.Se isso acontecer a minha música voltará a ecoar pelos lares de todos os cidadãos negros e não negros.

Por Tonho Matéria (cantor,publicitario e mestre de capoeira)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Palavras que Libertam"

Lançado na 9ª Bienal do Livro da Bahia Livro de Cristina Barude, que psicografou mais de cem mensagens ditadas pelo espírito Maria Rosa

"Palavras que Libertam" é o livro de mensagens psicografadas lançado, na 9ª. Bienal do Livro, no Centro de Convenções da Bahia, pela Editora Livro.com. A obra contém mais de cem mensagens ditadas pelo espírito Maria Rosa através da médium e jornalista Cristina Barude. Conhecida pela sua atuação de 13 anos como repórter e apresentadora de telejornais e como assessora de comunicação há mais de vinte anos, Cristina Barude revela agora seu lado espiritualista. A parte que cabe a ela na venda dos livros será doada às obras sociais da Cidade da Luz, complexo social sem fins lucrativos, de caráter religioso e assistencial.

A obra estará à venda durante a Bienal , será oferecida em livrarias e outros pontos de venda alternativos e poderá ser comprada também pelo site da Editora Livro.com, www.editoralivro.com . Mais informações pelo e-mail contato@editoralivro.com e pelo telefone : 71-3379-9107.

"As palavras sempre foram o instrumento de conclamação para uma infinidade de coisas: ao compartilhar do amor; ao dizer que não, que sim; aos gritos de ordem para guerra; ao encanto doce quando ditas em nome da paz; para cantar grandezas da alma, da Natureza, dos sonhos, das esperanças, das alegrias e das consolações, mas também servem para nos alertar, a fim de que o caminho seja mudado, ou a forma de fazê-lo menos traumática". Espírita José Medrado

Semana Martin Luther King

MOMENTO DE REFLEXÃO!
Martin Luther King (1929-1968),
Pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensor da resistência não violenta contra a opressão racial.Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.
Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "Eu Tenho um Sonho". http://www.portalafro.com.br/religioes/evangelicos/discursoking.htm
Em abril de 1968 foi assassinado em Memphis, Tenessee.Em 1986, o terceiro domingo de cada mês foi escolhido como a data para a comemoração dos direitos civis dos negros
A Semana Martin Luther King é um espaço para refletir sobre as consequências negativas da intolerância, discriminação, segregação, racismo e todos os comportamentos que, ao longo da história, legitimaram a exclusão. Estas consequências não atingem apenas as vítimas, mas também os agressores e as comunidades onde se encontram. A Semana Martin Luther King é também ocasião para celebrar os saudáveis avanços conquistados nas últimas décadas, quando se criaram metodologias para expressar indignação e promover reparação e dignidade. Na base destes avanços está, sem dúvida, o alicerce oferecido pela difusão dos Direitos Humanos. Com esse propósito, convidamos você, organizações e comunidades do Brasil todo para criar, ao longo do mês de abril de 2009, espaços de promoção do convívio e da cidadania, alinhados com os princípios e valores que inspiraram a ação não-violenta e os sonhos do líder da conquista pelos direitos civis de pessoas e povos oprimidos.
Onde realizar? No lugar em que você está.
Quando? Durante o mês de abril, na data mais conveniente para a sua comunidade.
Quem? Você e todos aqueles que desejarem participar ativamente da construção de compromissos com a não-violência.
Como? Com ações e iniciativas pautadas na cooperação, simplicidade, diálogo e convivência
De "Palas Athena"comunicacao@palasathena.org.br

Salvador recebe "Sexta Negra"


Juraci Tavares e Grupo Aporte realizam temporada de shows


A partir do dia 17 de abril (sexta), a programação cultural de Salvador será contemplada com mais uma pérola do som negro. O professor, poeta, cantor e compositor Juraci Tavares e o grupo Aporte fazem à Sexta Negra, temporada de shows que vai ocorrer todas as sextas, a partir das 20h, no Bar Sitoc (Pelourinho).
Juraci Tavares tem história na música baiana por compor para grandes blocos afros da cidade, a exemplo do Ilê Aiyê, Malê de Balê e Cortejo Afro. Detentor de uma voz suave, com mensagens fortes, de uma sensibilidade artística e dono de uma sabedoria magistral, Tavares, afirma que sua produção cultural é a própria manifestação da ancestralidade. “Minha música traz uma pulsação que permite ao meu ouvinte o entretenimento e, ao mesmo tempo, a reflexão, o pertencimento à cultura afro-brasileira, a sua inquietação na procura da busca e a possibilidade de juntos combatermos o racismo”, reflete o compositor.
Autor de diversas músicas de sucesso que enaltecem os blocos afros, tendo destaque para o mais belo dos belos, como, “Fio condutor da memória” em 1999 e “Demarcador de Espaços e Territórios” em 2000.
Neste show ele trará um repertório marcante contendo as seguintes canções: O Cobre; Farra da Natureza; Saias e Anáguas; ;Comando Doce; Isabel, cadê Áurea?; Cortejo Água e Aporte, que dá nome ao grupo musical que acompanha Juraci. Além de cantar durante o show, o músico também fará declamações de três poesias de sua autoria: Lâmina Reparadora; Diáspora e No ventre das contradições.
Compondo o grupo Aporte, apresentam-se no show, ao lado de Juraci Tavares, os músicos: Rafael Dumont (violão e direção musical), Ângelo Santiago (contrabaixo elétrico e acústico), Isaac Gomes (percussão), Tainan (percussão). Além do convidado, o cantor e compositor baiano, Ulisses Castro.
Esta apresentação do músico será dedicada ao saudoso poeta, pesquisador e diretor do Ilê Aiyê, Jônatas Conceição, falecido no último dia 03 de abril. Conceição foi um grande amigo e incentivador da carreira do cantor.
O que: Show "Sexta Negra" Quem: Juraci Tavares e grupo Aporte Quando: às 20h, todas as sextas (a partir de 17//04) Onde: Bar Sitoc - Pelourinho Quanto: R$ 3,00 (couvert) ·. Ana Paula Pereira paulapfanon@hotmail.com

terça-feira, 7 de abril de 2009

Bienal do Livro Bahia - O MELHOR PROGRAMA DO MÊS!

conta com participação recorde de autores.
A Bienal do Livro da Bahia conta com a confirmação do maior número de autores de sua história. Outro recorde será a quantidade de atrações culturais. Serão diversas atividades voltadas para o público de todas as idades.
Veja abaixo alguns dos autores que estarão presentes neste grande encontro da literatura.
Elisa LucindaPoeta, atriz e cantora, Elisa Lucinda defende a poesia como ferramenta indispensável dentro da vida cotidiana. Com 9 livros publicados entre prosa e poesia, Elisa recebeu o Prêmio Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) com o título "A Menina Transparente" - sua estreia na literatura infantil.
Agenda: Sessão "Amor à primeira poesia", com Elisa Lucinda e Rubem Alves. Dia 23/04, às 20h, no Café Literário. Cipriano LuckesiProfessor da UFBA de 1971 a 2002 e especialista em avaliação da aprendizagem escolar, Cipriano Luckesi dedica sua carreira e suas obras à filosofia da educação, à teoria do ensino e à didática.
Agenda: Sessão "A educação pode promover inclusão social?", com Cipriano Luckesi, Alba Bagdeve e Jorge Portugal. Dia 22/04, às 18h30, na Arena Jovem Oi. Frei BettoEscritor e religioso dominicano, Frei Betto é uma das vozes mais ativas pela justiça social na América Latina. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores. Entre diversos prêmios, seus livros "Batismo de Sangue" (1982) e "Típicos Tipos - perfis literários" (2005) foram agraciados com Prêmio Jabuti.
Agenda: Sessão "É possível acreditar em Deus?", com Frei Betto e Makota Valdina.
Dia 23/04, às 18h30, na Arena Jovem Oi.Gilberto DimensteinColunista da Folha de São Paulo e da Rádio CBN, Gilberto Dimenstein é referência no jornalismo comunitário. Identificado com as causas da infância e da juventude, é membro da Comissão Executiva do Pacto da Criança coordenado pelo Unicef e fundou a ONG Cidade Escola Aprendiz. Dimenstein tem em seu currículo obras reconhecidas internacionalmente, como "Meninas da Noite" (1992) e "O Cidadão de Papel" (2005) - Prêmio Jabuti de melhor livro não-ficcional de 1993. Seu mais recente trabalho é "O Mistério das Bolas de Gude" (2006).
Agenda: Sessão "O futuro é você quem faz?", com Gilberto Dimenstein e Gilvã Mendes. Dia 25/04, às 15h30, na Arena Jovem Oi.João Gilberto Noll João Gilberto Noll é um dos ficcionistas mais originais da literatura brasileira. O premiado autor tem sua obra "Harmada" na lista dos 100 livros brasileiros essenciais pela Revista Bravo. "Acenos e Afagos" é o título de sua última publicação - um texto repleto de palavras doces que soam como notas musicais, mas que narram uma epopéia libidinosa, com um humor secreto.
Agenda: Sessão "Acenos e Afagos: o amor insaciável", com João Gilberto Noll. Dia 18/04, às 20h, no Café Literário.Luiz RuffatoLuiz Ruffato é jornalista, mas deixou a profissão para se dedicar à literatura. Vencedor dos principais prêmios da área, Ruffato, que já foi pipoqueiro, balconista e vendedor de livros, é considerado um dos melhores autores de sua geração.
Agenda: Sessão "A vida imita a literatura ou é o contrário?", com Luiz Rufatto e Arnaldo Bloch. Dia 19/04, às 18h, no Café Literário.
Os mais importantes autores nacionais e regionais estarão na 9ª Bienal do Livro Bahia, de 17 a 26 de abril, no Centro de Convenções. Venha fazer parte desta grande festa da literatura. Acesse a programação completa pelo site:
www.bienaldolivrobahia.com.br

AS MAIS ACESSADAS

Da onde estão acessando a Maria Preta